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A tragédia da região serrana do Rio
Na data de hoje já se computavam mais de 600 mortes devido às chuvas na região serrana do Rio. Nos últimos anos tenho sentido um agravamento desses acontecimentos. Ano passado em Angra dos Reis e neste em Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo e outras cidades próximas. Surge a pergunta: Por que ocorre isso? Muitos já tem uma resposta na ponta da língua: descaso das autoridades, desmatamento, falta de obediência ao código florestal vigente, prefeituras que permitem construção em locais de risco, etc. É possível que todas essas explicações tenham parte de razão. Eu não sou engenheiro florestal, nem ambientalista, nem especialista em solos. Sou um cidadão que procuro me interessar sobre tudo aquilo que toca minha mente e sensibilidade e procuro entender o que está passando além de buscar soluções para muitos problemas que me afligem e a muitos seres humanos. Houve um tempo que busquei um derivativo para um emprego que tinha e tratei de representar em Minas um programa para cálculo estrutural de um grande desenvolvedor de software de São Paulo. Em uma de minhas idas à sede dessa firma, tive oportunidade de conversar com o proprietário da mesma e perguntei-lhe se já havia pensado em comercializar seus excelentes programas nos Estados Unidos, ao que ele me disse: “Lá os edifícios são em grande parte estruturados em aço e também utilizam muito, para construções menores como casas, madeira e gesso. Por outro lado o governo americano não permite a especulação com a urbanização pública. Quando alguém compra um terreno, ele deve dizer o que vai construir e em quanto tempo. Se não o fizer o imposto territorial é tão grande que ele terá um grande prejuízo. Com isso eles preferem fazer investimento em ações do que comprar terrenos e ganhar com a especulação. Assim, terra lá é barata e as pessoas não fazem tantas construções verticais como aqui, a menos das grandes cidades como Nova York. Na maioria das cidades as casas são construída deixando-se área para jardins, as desapropriações são mais baratas o que permite grandes estradas e a construção de muitos parques.” De fato, o país é um jardim e o índice de verticalização da maioria das cidades é muito menor por exemplo que o de Belo Horizonte. Por que aqui não se adota legislação similar? Pode haver muitas explicações desde o tempo das Capitanias Hereditárias, quando o rei de Portugal, doava terras a seus amigos. Outro motivo é que quanto mais verticalizada uma cidade, mais concentrada ela fica, reduzindo as distâncias de deslocamento e os custos para as redes de eletricidade, telefone, água e esgoto, apesar de que tais redes terão de ter maior capacidade. Com a desconcentração as cidades têm mais área para absorver a água das chuvas e como há muitas casas com jardins, ela encontra formas de se infiltrar nos terrenos em vez de serem direcionadas para rios que acabam por transbordar e causar problemas urbanos nas épocas de chuva. Penso que uma legislação urbana que desestimule a especulação imobiliária reduziria os problemas que estamos observando. Porém há mais. Como evitar que se construa em áreas de risco, como encostas íngremes ou no sopé das mesmas, sujeitando-se a que se a encosta desabar soterre residências e moradores? Penso que um bom começo é se exigir para liberar tais construções que seja feita uma avaliação de riscos por parte de profissionais com qualificação para tal e que o grau de risco seja lançado na guia do IPTU do imóvel. Dependendo desse grau o proprietário teria um tempo de 1 a 5 anos para tratar de prevenir o risco através de meios adequados. Caso não o faça ele não terá licença para construir e se unirmos isso à não permissão de especulação imobiliária, similar à que relatei que existe nos Estados Unidos, ele arcará com um custo de um imposto crescente até que tome as medidas cabíveis ou desista do terreno. Com o tempo a exigência de avaliação de riscos seria estendida a todos os imóveis do município, exigido-se que cada proprietário providencie soluções para eliminá-los. A inclusão do risco na guia do IPTU serviria para que cada comprador de imóvel saiba qual o nível de risco que corre. Se o risco for grande, haverá uma grande desvalorização do imóvel a menos de medidas corretivas que sejam tomadas. É outra forma de prevenir problemas como esses que têm causado tantas tragédias. Buscar aprender com outros países que encontraram soluções para tais problemas é uma forma de ganharmos tempo. Mas há que ter a vontade de corrigi-los e que essa se sobreponha a interesses menores como o são a manutenção de patrimônios a qualquer custo, mesmo que este seja o de vidas humanas.
Escrito por Fernando às 01h14
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Deus
Falar sobre um tema tão grande pode parecer uma pretensão. Mas é que frequentemente leio e escuto tantas coisas absurdas com respeito a Deus, que me sinto na obrigação de expressar o que já consegui entrever desse grandioso tema. Como a maioria da humanidade, durante minha infância e boa parte da adolescência, engoli os preconceitos que as religiões despejam sobre bilhões de seres humanos. Felizmente, já com 18 anos, tomei contato com a Logosofia, ciência do conhecimento de si mesmo, que me acercou uma série de conceitos e reflexões que me fizeram mudar completamente a posição frente a tal realidade. Em primeiro lugar, podemos constatar pela história que todos os povos procuraram acercar-se a Deus, ao Criador Supremo de tudo quanto existe. Todos procuram saber de Deus, chamem-no de Criador, Artífice Supremo, Causa Primeira, Supremo Fazedor ou outra denominação similar. Também é certo que muitos ao tomarem contato com as imagens fantasiosas a respeito de Deus, se desiludem ao constatarem que o Deus religioso trata-se de um ser fabricado à imagem e semelhança do homem e não ao inverso, ou seja, o homem criado à imagem e semelhança de Deus. O Deus religioso é, segundo as religiões, um Deus vingativo, intolerante, impaciente, ou seja, com deficiências comuns à generalidade dos humanos. Isso levou a que muitos, ao constatarem que os conceitos vigentes sobre Deus não resistiam a qualquer raciocínio, que não poderiam usar a razão para lidar com esse conceito, preferissem abandoná-los e aderir a outro preconceito, o de que não existe Deus, que tudo no Universo é feito ao acaso, sendo de fato este o grande construtor de tudo quanto existe, o acaso. Nos cursos de Estatística é comum se ouvir o seguinte relato: “Um macaco que batesse nas teclas de uma máquina de escrever (hoje seria de um computador), se tivesse o tempo suficiente, iria escrever toda a obra de Shakespeare”, ou seja, as combinações de teclas batidas ao acaso criariam tal obra. Qual seria o tempo necessário para isso? Também as galáxias, com seus sois e sistemas planetários seriam obra do acaso e coroando tudo isso, o próprio ser humano seria uma obra do acaso, de uma evolução realizada por mutações aleatórias. Um ser da complexidade do humano, falando apenas da sua face biológica. Todos que conhecemos um pouco de Biologia sabemos que pequenas alterações nos hormônios, nas enzimas, geram grandes problemas, porém ao acaso de consegue produzir um ser humano perfeito. Um astrônomo indiano, Chandra Witemasinghe, fez uma reflexão que me chamou atenção. Referindo-se a um “cemitério de aviões” onde diferentes tipos de aviões usados e desativados, jaziam amontoados uns sobre os outros, expressou: “É mais fácil que um vendaval batendo sobre esse cemitério combinasse todas as peças, ali disponíveis, ao acaso, e como resultado obtivéssemos um Boeing novinho em folha, do que processos ao acaso produzirem um ser humano, com toda sua complexidade biológica”. Essas crenças, repetidas em tantas faculdades de ensino superior, nos mostram como mesmo na ciência corrente existem os dogmas científicos, que contrariam todas as observações e que de época em época são adotados sem maiores reflexões. Todos sabemos que uma empresa sem direção acaba por falir, um jardim, deixado ao acaso, sem cuidados especiais, se transforma em um matagal, que tudo na vida exige cuidado, dedicação acompanhamento e, sobretudo que seja concebido por uma mente capaz e disciplinada, se queremos obter bons resultados. O ser humano preferiu acreditar em fantasias em vez de prosseguir a busca por explicações razoáveis sobre a origem de tudo quanto existe. Entre os inúmeros conhecimentos que a Logosofia coloca à disposição do ser humano para que ele os comprove está o da existência de um mundo mental que interpenetra o mundo físico e influi poderosamente sobre ele. Nesse mundo mental tem origem tudo quanto existe. Desde uma simples caneta até as mais complexas criações da mente humana tiveram sua origem ali antes de serem plasmadas como realidades no mundo físico. Foram antes uma realidade mental para depois tomarem forma no físico. Cada mente é capaz de um determinado tipo de criação segundo a capacidade e conhecimentos que possua o que as habilita a criar certo tipo de coisas. Conforme nos ensina a Logosofia, a Mente Cósmica, ou Mente de Deus, pôde plasmar a imagem do ser humano para que esse logo tivesse existência no mundo físico. Não surgiu, pois, ao acaso e sim pela concepção da Mente Cósmica. Não se chega a Deus pela crença e sim pelo conhecimento. A Sabedoria Logosófica nos adianta uma série de conhecimentos que devemos estudar e comprovar sua realidade, primeiro nos campos experimentais mais acessíveis a nós, pela analogia e pela experimentação. Segue um trecho de um dos livros de González Pecotche (Raumsol), criador da Logosofia, sobre a concepção logosófica de Deus: “Para o pensamento logosófico Deus e a imensidão, o eterno; é a Suprema Ciência da Sabedoria, que a mente humana pode descobrir em cada um dos processos do universo estampados na natureza, processos exatos, ciência pura, perfeita, na qual se inspira o homem para criar “sua” ciência.” ... “Não enquadra na concepção logosófica que a criatura humana possa encerrar a Deus em uma estátua, em uma casa, um país, um continente, um planeta ou até no universo inteiro, pois estima que tudo resultará limitado e estreito para as dimensões de sua Excelsa Imagem, inabarcável pela mente humana. Ao invés disso é ampla em reconhecer, e bastante se justifica, que todos, até os mais ateus, procurem saber d’Ele. Por que senão a mente do homem inquire continuamente, indo de um ponto a outro, ainda sem maior consciência dos motivos de sua ansiedade? Não se busca a Deus nos momentos de aflição e toda vez que se faz difícil a marcha pelo mundo? Não se o busca nas religiões, não se investiga, não se aprofunda com esse objetivo nos livros antigos, não se introduz o homem nos labirintos das pirâmides e não procura indagar sobre a vida de outros mundos nos espaços siderais? Não se atormenta quando, crendo havê-lo encontrado, sua consciência se mantém reticente em outorgar-lhe a segurança do achado?” Frente à pergunta de muitos por que há tanto mal na terra? Qual o objetivo de tudo isso, de tantos sofrimentos que observamos, de tantas incompreensões? Uma reflexão que ajuda a nos colocar frente a tais questões é: Se Deus deu ao ser humano a liberdade de escolher entre atuar obedecendo às leis que instituiu no Universo ou não, deve também ter dado ao homem o sinal para que saiba que está no caminho estabelecido em suas leis ou não. O sofrimento que experimenta, as adversidades que tem que enfrentar, não seriam um desses sinais que mostram que devemos corrigir nosso caminhar? Geralmente frente aos sofrimentos que enfrentamos costumamos atribuir sua causa a Deus e não a nós mesmos. Até onde a razão dos sofrimentos são tantas formas equivocadas de nos conduzir? Deus não está mostrando com isso que o que mais respeita no Universo é a liberdade humana? Ele nos permite atuar de forma equivocada, porém isso tem sua conseqüência, o sofrimento, a adversidade que nos ensina que devemos corrigir nossa conduta e compreender melhor a vontade do Criador estampada nas leis que regem o universo.
Escrito por Fernando às 20h35
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Para a superação dos problemas humanos
De vez em quando recebo mensagens com arquivos pps e textos diversos tratando desde descrição de locais de especial beleza até ironias sobre situações que a vida apresenta. Poderia enquadrar um dos que recebi recentemente nessa última categoria, porém havia algo mais além disso, quem o escreveu o texto enviado mostrava sua indignação com uma série de equívocos e desmandos que observa na administração do país. Sem entrar no mérito das questões levantadas, ao responder a quem me mandou, recordei-me de um episódio que ocorreu outro dia, quando estava na fila única dos caixas eletrônicos de uma agência do Banco do Brasil. Havia 5 máquinas, mas só duas funcionavam provocando um grande aumento da fila. Em dado momento uma jovem senhora se exaltou e foi para a frente da fila conclamando a todos que se rebelassem contra aquela situação. Nessa altura, uma outra, atrás de mim na fila disse para sua companheira: “Num país do primeiro mundo não se vê esse tipo de coisa!” Ao ouvir isso, virei-me para ela e disse: “Não se vê isso, porém costuma-se ver algo pior.” “Como?” reagiu ela. Então disse “No Brasil, receptação de produto de roubo é crime capitulado em lei. Existe um país do centro da Europa, que posa de primeiro mundo e que aceita que se deposite em contas secretas numeradas, dinheiro fruto dos crimes mais hediondos cometidos no mundo inteiro!” “Mas então, o que se pode fazer?”, perguntou-me ela, ao que respondi: “Aprendi que não posso esperar nada de qualquer político, pois todos, uns mais outros menos, estão interessados em “fazer prata” e não em “fazer pátria”, beneficiando o próprio bolso. As pessoas em quem confio, são aquelas, que felizmente ainda existem, que constituem as reservas morais da humanidade e que espero que vocês façam parte dela, que lutam contra a adversidade confiando em um futuro melhor para si e para seus filhos.” Esses problemas não existem apenas aqui, estão em todas as partes do mundo. Variam de forma, mas são muito semelhantes. Seria muito bom que tirando um causador do problema, tudo ficasse resolvido. Mas tira-se um e ele é substituído por outro ainda mais velhaco. É preciso melhorar o ser humano, aí todo o povo será melhorado e os governantes que saem desse povo, irão ser melhores também. Mas como melhorar o povo? Educação apenas não basta porque alguns dos espertalhões malignos que citados na mensagem que recebera, eram pessoas cultas. É preciso formar seres que não se corrompam, que sejam insubornáveis, mas que só o serão na medida que forem conscientes. E chegar a ser consciente requer um longo Processo de Evolução Consciente que uma pequena porção da humanidade começa a realizar. Esse é um conhecimento que Raumsol, criador da Logosofia, ensinou a realizar, para o que criou as Escolas de Logosofia que aos poucos espalham-se pelo mundo. Mas alguém dirá: “Mas isso é muito lento e tomará muito tempo.” “Mas alguém conhece algum outro processo de melhoramento eficaz do ser humano?” A Humanidade levou séculos para chegar ao estado de decadência em que está. Seguramente não irá sair desse estado de uma hora para outra. Irá levar tempo. Mas é uma grande alegria quando cada um constata que está melhorando. E melhorando, aprendemos a buscar soluções inteligentes para nos proteger desses inúmeros espertalhões que se empoleiram nos cargos políticos e públicos. Alguns gostariam de resolver os problemas humanos pela força das armas, fazendo revoluções. A Revolução Francesa desaguou na ditadura de Napoleão. O que realmente fez a França e o mundo avançarem foram os ideais dos gênios do Iluminismo, movimento que a Revolução interrompeu. Assim, as verdadeiras mudanças ocorrem no âmbito das grandes idéias, dos grandes ideais, dos grandes movimentos que reformulam os conceitos que vem sendo praticados e mostram novas alturas que podemos conquistar, tal como faz Raumsol com a Logosofia em nossos dias. Nunca devemos perder a esperança em Deus, que sempre amparou a espécie humana, por mais que alguns que não fazem honra a essa espécie, queiram fazer-nos acreditar no contrário.
Escrito por Fernando às 20h09
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GUERRA JUSTA
Uma das manchetes de hoje foi a declaração do Presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, que, ao receber o Prêmio Nobel da Paz deste ano, declarou que existem guerras justas. Pude tomar contato com várias reações a essa declaração, motivadas possivelmente pelo fato de que todos sabemos dos tremendos sofrimentos que as guerras acarretam aos que nelas se envolvem. Porém, tal declaração está equivocada? Vejamos, Raumsol, em um artigo escrito em junho de 1941escreve: “Bem se compreenderá que, pese o enorme esforço bélico realizado pela Alemanha, o Reich não era – mais paradóxico não pode ser – partidário de desencadear a guerra, pois mais lhe haveria convindo submeter uma a uma todas as nações do mundo, sem recorrer às armas. Foi então, segundo o conceito repetidamente proclamado pelos ditadores do nazismo, por culpa dos que não quiseram submeter-se, sob pretexto de defender sua neutralidade ou sua soberania, que a guerra com a Alemanha se produziu.” (L5 38/3) Então, para que não haja guerra devemos nos submeter às imposições dos ditadores? E a liberdade, supremo bem da existência, como fica? Vemos que há situações, quando estamos defendendo esse valor, em que a guerra de justifica. Proceder de outra forma seria pretender manter uma “paz” aparente, claudicante que não se coaduna com nossa condição de seres racionais e conscientes. A propósito do ataque japonês a Pearl Harbour, Raumsol escreveu: “Com a última agressão consumada pelo Japão aos Estados Unidos, a guerra converte-se em contenda mundial e o conflito de tendências mentais entra em uma etapa decisiva: o pensamento da alma livre frente ao do opressor que busca sua escravidão. É a luta pela própria existência. O homem nasceu para cumprir altos desígnios com a própria evolução de sua espécie. Se cometeu erros, deve corrigi-los; se equivocou o caminho, deve retomar o reto; se esqueceu de Deus, deve recordá-lo em sua aflição, já que não o fez antes nos dias de graça; porém daí a que se pretenda submetê-lo a uma escravidão denigrante, a uma anulação total das funções de sua inteligência, a uma submissão vil que repugna a sua consciência, não, mil vezes não!”(L5 49/2,3) Tais palavras, traduzem bem o que sinto e que penso que o mandatário da nação americana pretendeu dizer. A liberdade deve ser defendida por todo meio lícito que estiver a nosso alcance, e até com a luta armada, se for necessário. Fernando Ferreira Kelles
Escrito por Fernando às 22h55
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O Apagão
No dia 10, por volta das 22h10 do horário brasileiro de verão, houve um desenrolar de eventos que culminou com a falta de fornecimento de energia elétrica para vários estados brasileiros, sobretudo para as duas mais populosas cidades do país, São Paulo e Rio. Em várias entrevistas e noticiários ouvi muitas explicações, porém notei que as autoridades que tem a responsabilidade de informar à população sobre as verdadeiras causas do ocorrido, pareciam que, sentindo-se pressionados em dar explicações sobre o fato e querendo isentar-se e ao governo de qualquer culpa no assunto, apresentaram justificativas pobres e não convincentes sobre o que sucedera. Embora seja engenheiro eletricista, envolvi-me sucessivamente em atividades de Telecomunicações, Estatística e Demografia desde que ao sair de uma empresa siderúrgica em 1997 ingressara em uma estatal de telefonia no mesmo ano, distanciando-me da atividade de engenharia elétrica. Naquela empresa onde trabalhei por quase 25 anos, estive responsável, entre outras atividades, pelo fornecimento de energia para uma Usina Siderúrgica em Belo Horizonte. Havia algum tempo que o sistema elétrico do Sudeste Brasileiro já trabalhava com suas redes interligadas. O Comitê Gestor do Sistema Interligado solicitara às concessionárias de energia de suas áreas de atuação que contatassem seus clientes, possuidores das maiores cargas elétricas do sistema, para instalarem em suas subestações [1], relés [2] de alívio de carga. Na eventualidade de haver perder de geração, (como aconteceu naquele dia, com a desconexão das linhas de transmissão que levavam energia de Itaipu para São Paulo) as cargas mais relevantes poderiam ser imediatamente retiradas mantendo a malha remanescente com a geração disponível. O sistema interligado é composto de inúmeras usinas com vários geradores ligados em paralelo, operando em forma sincronizada na freqüência de 60 Hz. Também estão conectadas nessa imensa rede, inúmeras cargas, como cidades, indústrias, estações alimentadoras de trens elétricos e metrôs, etc. Quando uma parcela importante da geração é perdida as demais máquinas geradoras recebem um tranco imediato fazendo com que haja uma perda de rotação dos geradores, da mesma forma como um caminhão que começando a subir uma ladeira perde velocidade. Nesse momento todo o sistema sente que houve um problema na forma de uma rápida redução de freqüência que cai abaixo de 60 Hz (o valor depende da perda ocorrida, pode ser 58Hz, 57Hz ou outro valor). É aí que entram os relés de alívio de carga. Tais instrumentos, ao detectarem essa rápida redução de freqüência, deduzem que houve perda de geração e imediatamente (microssegundos) enviam ordem para que os disjuntores de cargas previamente selecionadas desarmem a fim de impedir que haja uma cascata de eventos e todo o sistema seja derrubado como ocorreu na noite de anteontem. Na época em que trabalhava com isso, chegamos a ter desligamentos das cargas conectadas ao Esquema Regional de Alívio de Carga, o que isolou os problemas ocorridos. Os relés de então eram analógicos e o sistema era menos robusto que o atual. Com o aumento das interligações, que tornaram o sistema quase nacional, a robustez do mesmo deve ter aumentado, em que pese que os centros de carga ainda são distantes dos centros de geração. O sistema sendo mais robusto, as variações de freqüência, durante as perdas de geração são menores, porém os relés de hoje são seguramente mais sensíveis e podem precisar melhor o que está ocorrendo. O que se passou então? Os técnicos responsáveis pelo sistema ficaram mais incompetentes? Os esquemas de alívio de carga não estão mais “na moda”? O que houve. O que pode ter havido é que o esquema de alívio de carga não foi implantado na totalidade do sistema de forma e em um nível tal que compensasse a perda de geração de uma usina como Itaipu. É possível que para equilibrar o consumo com uma perda de geração tão relevante, houvesse necessidade de termos um esquema mais sofisticado que detectasse a relevância da perda ocorrida e que nesse caso retirasse da malha interligada partes de cidades que fossem menos afetadas pela falta de energia. Ou seja, a seleção de cargas retiráveis teria que ser muito criteriosa e eficiente, pois tudo isso deve ser feito em frações de segundo. Também é possível que os relés que foram instalados há muito tempo precisem ser substituídos por outros mais sensíveis e avançados. Quando autoridades vão para os meios de comunicação e começam a dar explicações que não se sustentam fica difícil para os técnicos a eles subordinados apresentarem as verdadeiras causas sem correr o risco de desmentir seus chefes, o que cria outros problemas. Só os próprios chefes podem corrigir suas anteriores explicações, mas aí correm o risco de perder credibilidade. Penso que há que analisar bem o ocorrido. As soluções para evitar outros problemas desse tipo existem e não são tão caras, mas exigem reavaliar as explicações que foram dadas, sem apressamentos e fora do jogo político, para não fazermos investimentos caros que não contemplam as verdadeiras soluções Fernando Ferreira Kelles ___________________________ [1] Subestações: Centros de operação onde estão instalados os disjuntores, dispositivos que interrompem ou ligam grandes cargas sob demanda. [2] Relés: Sensores para proteção das instalações e comandando da abertura de disjuntores.
Escrito por Fernando às 23h36
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Controle da Administração Pública
Uma das grandes dificuldades que existem nos países que pretendem ser democráticos é o de se ter as ações dos gestores públicos sob controle para evitar que as mesmas degenerem em arbítrios ou privilégios para um pequeno grupo como tem ocorrido em mais de um país em diferentes épocas. Alguém poderia objetar que no caso do Brasil existem os Tribunais de Contas que fazem exatamente esse papel. Penso que recentes acontecimentos em Tribunais de Contas de Minas Gerais e Rio de Janeiro permitem compreender que tal instituição tem falhado em realizar tal controle ao vermos que seus principais gestores não conseguem ser imunes às hostes corruptoras que atacam indivíduos pertencentes às mais diferentes instituições ao redor do mundo. Digo ao redor do mundo porque sei que tais problemas afligem não somente o Brasil mas também a muitos outros países. É possível que muitos, no fundo de seus corações, não queiram incorrer em desvios de conduta como este que diz respeito à proteção dos recursos públicos, porém a realidade é que em sua grande maioria, os ocupantes de altas e baixas funções da administração pública terminam por sucumbir ao afago de privilégios e à pressão daqueles que não querem perder os seus em troca de favores de todo tipo. Como corrigir tal problema? Se todas as contas e informações sobre a gestão pública forem divulgadas na INTERNET como imposição constitucional, todos os cidadãos poderão controlar os atos de seus governantes e funcionários públicos. Para tal, todos que manifestem a vontade de fazê-lo deveriam comparecer pessoalmente a alguma entidade pública credenciada para tal, onde receberia uma senha que o habilitaria a entrar em um Portal de Controle de Contas Públicas no qual teria acesso a todas as informações de gastos e uso de recursos do governo. Isso evitaria que pessoas de outros países bisbilhotassem tais informações, já que tais contas interessam prioritariamente a nós brasileiros. Os Tribunais de Contas teriam suas tarefas mais aliviadas e contariam com toda a população para fiscalizar a correção do que vem sendo feito. Se alguém quiser corromper alguém, terá que “comprar” toda a nação. Assim, os problemas tem solução. Precisamos é adotar as soluções que permitem soluciona-los. “Os problemas, muitas vezes, deixam de resolver-se, não porque sejam difíceis ou insolucionáveis, senão porque se carece do valor e grandeza de alma necessários para encarar as soluções que os próprios problemas convidam a adotar.” – Raumsol, Criador da Logosofia
Escrito por Fernando às 16h41
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MOTIVAÇÃO RELIGIOSA DAS GUERRAS
Era ainda uma criança quando certa vez perguntei a meu pai por quê havia guerras, o que levava um país a guerrear contra outro, pois não entendia qual o objetivo das mesmas. Meu pai então, calmamente me explicou que o motivo era econômico. Um povo, querendo conquistar mais riquezas, conseguir fontes de matéria prima e outros recursos que havia em determinado país, buscava na guerra a forma de conseguir o que queria. Fiquei com essa explicação durante muito tempo e observei que muitos professores, jornalistas e autores diversos, também a adotavam como correta.
Na medida que amadurecia e que adquiria mais conhecimentos, pude constatar que, embora um país pudesse lucrar com alguma aquisição de território e riquezas, esse não era o motivo original. Vejamos, por exemplo o caso de árabes e judeus. Pode-se dizer que os judeus querem a guerra contra os árabes para ficarem com o seu petróleo pois sabemos que os grandes consumidores de petróleo são exatamente os povos que estão sob a influência de grupos judaicos ou são seus aliados. Porém, vejamos a questão por um outro ângulo. Apesar do estado de Israel estar rodeado de petróleo em terras árabes, Israel não produz uma gota sequer do ouro negro. Se Israel pretende ter o petróleo tomando-o dos árabes, gera-se uma contenta de difícil solução, como se geraria toda vez que alguém quer tomar pela força algo que outro possui. Porém se Israel aceita conviver pacificamente (não aparentemente, mas de fato) com o outro povo este irá observar que deve tratar bem seu maior cliente e que se o trata mal, se eleva o preço do petróleo a níveis abusivos, esse cliente (o mundo ocidental) tratará de buscar alternativas para sair dessa dependência (tal como já está acontecendo). Por outro lado, se existir equilíbrio de ambos os lados, todos irão lucrar e viver em paz e harmonia. Porém por quê isso não ocorre?
Tomemos três das principais religiões existentes hoje no mundo: cristãos, judeus e muçulmanos. Tais religiões, que contam com milhões de crentes, os levaram a professar conceitos que fomentam a intolerância. Umas dizem “Quem não está comigo está contra mim”, outra “Somos o povo escolhido de Deus”, e outra “Há que matar os infiéis”. Com tais pensamentos torna-se difícil conviver, não há disposição a tolerar o outro e os acordos não podem ser realizados. Por quê Israel não admite que árabes possam viver em seu território? E os árabes permitem e aceitam judeus nos deles? No mundo ocidental, também há muita intolerância mas a própria evolução histórica levou a que a mesma fosse contida.
Os peregrinos que chegaram à região onde é hoje os Estados Unidos, vindos da Europa, fugiam das perseguições religiosas daquele tempo, no continente europeu. Após se fixarem na Nova Inglaterra, estabeleceram algumas regras para que as colônias que se formaram não incorressem nos mesmos erros que os levaram a sair da Europa: No novo continente, todos poderiam professar o culto que quisessem, construir os templos que quisessem, porém antes de edificar um templo deveriam edificar pelo menos dez escolas (houve colônias em que o número de escolas deveria ser maior). Daí a enorme diferença entre o progresso alcançado pelos Estados Unidos e a América Latina onde ocorria o inverso (se edificavam primeiro os templos, depois, uma ou outra escola).
Essa experiência de tolerância trouxe um enorme êxito econômico e social ao país que se iniciava e penso que deve ser aperfeiçoada e aprofundada. Há alguns anos havia uma animosidade entre os alunos cristãos, judeus e muçulmanos nas escolas francesas (a França possui uma grande quantidade de muçulmanos devido a suas ex-colônias da África). Cada um comparecia à escola com seus respectivos símbolos: cruz, solidéu e burca (no caso das mulheres muçulmanas). O ministro da educação daquele tempo conseguiu que se aprovasse uma lei proibindo o uso desses símbolos e as escolas foram pacificadas.
Nas duas experiências relatadas observamos que quando se prioriza o conhecimento, os problemas vão sendo resolvidos e surge a disposição para tolerar as diferenças.
Outros exemplos de guerras temos entre a Irlanda protestante e a Irlanda católica, entre muçulmanos da Bósnia e povos da Sérvia, todas por motivação religiosa, de intolerância aos costumes e hábitos de cada povo.
Pensando nas conseqüências e horrores de uma guerra, que a cada dia conta com mais tecnologia para destruir, não vejo qualquer razão econômica que as justifique, senão o contrário. As economias marcham melhor quando há confiança, há cooperação, há nobres ideais.
Escrito por Fernando às 18h09
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Remédios
Quando fazia curso de Marketing havia alguns colegas que trabalhavam com vendas para laboratórios farmacêuticos importantes. Relatou-me um deles que uma das estratégias que o laboratório utilizava era a chamada “close follow up”, que consistia em acompanhar as receitas dos médicos que receitavam os produtos daquele laboratório, para saber quem eram eles. Até há pouco tempo isso era feito através de um pequeno programa que várias farmácias possuíam onde o comprador do remédio informava o CRM do médico que o havia receitado, permitindo sua identificação. Parece que tal sistema não funcionou muito bem, seja porque as farmácias não utilizavam tal programa devidamente, seja porque os próprios pacientes não levavam as recitas na hora da compra. O fato é que nos últimos tempos, os laboratórios passaram a fornecer, a cada médico, um número telefônico 0800-XXX-XXXX a ser passado para o paciente a fim de que o utilizasse quando fosse comprar o medicamento com o estímulo de ganhar um desconto. Dessa forma o laboratório conseguia saber com mais precisão que médicos receitavam seus remédios. Aquele médico que comprovadamente receitava remédios do laboratório que utiliza essa prática, ao final de um certo período, passa a contar com passagens gratuitas para ele e seus familiares em viagens a congressos (naturalmente que os familiares vão a passeio) entre diversos mimos que recebem.
Esse tipo de prática trás inúmeros riscos para a população pois é um incentivo a que o médico receite, não o melhor remédio para seu paciente nem aquele que apresenta a melhor relação custo/benefício, mas sim o que lhe renderá (ao médico) os melhores presentes e atenções dos laboratórios. Corre-se até o risco de algum médico estar receitado um produto desnecessário ou mesmo inadequado para garantir alguma cortesia. Para que isso acabe penso que é necessário uma atitude de reprovação por parte de toda a população, dos Conselhos Regionais e Federal de Medicina e dos órgãos federais que se ocupam da vigilância da saúde e comercialização de remédios, utilizando para tal os meios já disponíveis e criando outros que se façam necessários, a fim de não permitir esses fatos. Uma forma de coibir tal prática é se fazer sorteios aleatórios algumas vezes por mês, em diferentes cidades do país, de CRMs de médicos que estejam clinicando naquele município e fazer uma cuidadosa inspeção das práticas utilizadas pelo mesmo. Caso se comprove que esteja distribuindo números 0800 ou outro recurso similar, a seus pacientes, de forma que o cliente, ao comprar um remédio, permita a identificação do médico que o receitou, o mesmo seria punido com pesadas multas o mesmo ocorrendo com o laboratório envolvido. Mediante a inspeção por amostragem, (o sorteio deveria ser público para evitar desconfianças que determinados médicos não são inspecionados – sorteio do município e do médico, definindo-se um total de inspeções que variaria de acordo com a população de cada estado) o custo pode ser adequado ao caixa disponível e seria um forte desestímulo para o que estiver fazendo uso desses meios incorretos.
Escrito por Fernando às 16h08
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Ano Novo de 2008
Começa mais um ano. Todos nós renovamos os propósitos de realizar mais do que conseguimos nos anos anteriores, fazemos planos traçamos estratégias, enfim, nos enchemos de estímulos com as novas possibilidades que a vida nos abre. Porém, é preciso saber conduzir esses propósitos a felizes realizações. Muitos dos planos realizados não chegam a culminar porque a mente se distrai com outros pensamentos e objetivos. Que nesse ano que se inicia não haja tantos objetivos a alcançar. Poucos e bem selecionados. Com isso a possibilidade de vê-los frutificar aumenta.
Fernando Kelles
Escrito por Fernando às 21h04
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Difusão
Domingo passado, durante um almoço em família, uma sobrinha relatou que estava fazendo uma pesquisa sobre a questão: “O Brasil foi descoberto pelos portugueses ou foi invadido por eles?” Em sua turma de escola havia dois grupos de alunos: os que advogavam pela tese da descoberta e o dos que consideravam ter havido uma invasão. Pensei um pouco e disse a ela que para mim o Brasil fora descoberto pelos europeus já que tudo que é desconhecido é como se não existisse e que a Europa não conhecia a existência do Brasil, pelo menos sua existência não fora avalizada por nenhum registro oficial. Porém, o fato mais importante, a meu ver, era se um povo tem o direito de ocupar terras já habitadas por outros, mesmo que primitivos. Caso isso estivesse correto então, países mais avançados poderiam se julgar no direito avanças sobre outros mais primitivos. Refletindo sobre a questão, tomando como ponto de partida, como sempre procuro fazer nesse “blog” , os ensinamentos do criador da Logosofia, dados de diferentes maneiras, fiz a seguinte reflexão: “Se um povo tem uma cultura superior a outro, que ocupa terras às quais acaba de chegar, deve aguardar o tempo que for necessário para que esse povo se dê conta das possibilidades que a nova cultura abre para ele. Não é necessário impor o que julga certo, senão evidenciá-lo na prática”. A superioridade da nova cultura irá sendo comprovada na medida que ela for sendo difundida entre a nova população. Até hoje, não é isso o que temos observado, senão a imposição das novas formas de entender as coisas. Isso ocorreu com Alexandre, o Grande, ao impor a cultura grega ao povo persa, com os romanos sobre os povos que dominava e recentemente, com alguns países impondo o que consideram correto como democracia ao instituir o voto como forma de praticá-la, mesmo que o voto de um ser culto ou de um homem de bem valha o mesmo que o de um bêbado ou de um malandro.
Hernán Cortês, ao chegar ao México, deparou-se com a magnífica cidade de Tenochtitlan, maior que a maioria das capitais européias da época, erguida sobre um pântano no vale onde hoje se situa a cidade do México, capital da república de mesmo nome, e em vez de difundir a cultura que trazia, dominou pela força aos Aztecas que lá habitavam, cometendo, ao massacrá-los aos milhões, um genocídio, embora houvesse sido bem recebido. Uma cultura superior não faz isso senão, usando a força da inteligência e da sensibilidade, acaba por se impor por seus méritos frente aos novos povos e os terá como aliados e não como inimigos.
Com essas reflexões, voltando ao caso brasileiro, penso que os portugueses, embora não hajam cometido genocídio similar, impuseram pela força de suas armas, sua cultura aos povos primitivos que aqui habitavam. Isso só revela que, embora tivessem uma cultura mais aprimorada, distava muito de ser uma cultura superior ao necessitarem de usar a força física para impor seus pensamentos. Sob este ponto de vista houve uma invasão, que não o seria se tivesse havido “difusão” de novos conceitos que superassem os já existentes, sem qualquer necessidade de imposição.
Penso que esse mesmo princípio se aplica a outras situações. Por exemplo, uma empresa que quer entrar em um mercado já ocupado por outras, deve difundir seu produto conquistando os clientes, pela bondade do mesmo, por ter uma relação custo/benefício mais favorável e não por formas truculentas, que podem dar resultado em um primeiro momento mas que não criam alicerces estáveis para que o produto se mantenha no mercado.
De igual modo alguém que entra em uma empresa onde já existem outros profissionais ocupando postos importantes, deve ascender através de meios corretos evidenciando seu valor para a empresa em vez de usar métodos escusos para solapar colegas e obter posições de destaque.
Também no meio familiar, aquele que tem mais conhecimento não impõe ao cônjuge ou aos filhos, suas posições senão que os conquista com o conhecimento e o coração.
Escrito por Fernando às 15h05
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Corrupção
Basta abrimos as páginas dos jornais para termos notícias quase diariamente de casos de corrupção. A ela ninguém parece imune, existe em todas as atividades humanas. Empreiteiros que oferecem propinas sobrefaturando obras, advogados que mentem, sabendo que o fazem, para defendendo interesses escusos de seus clientes, receber régios honorários; médicos que prescrevem medicamentos desnecessários e até mesmo inadequados para contarem com “presentes” de laboratórios, como viagens de férias para ele e sua família, e outras regalias; engenheiros que recebem agrados similares ao especificarem determinados produtos ou serviços, comerciantes e industriais que alteram a qualidade de seus produtos, sem informar adequadamente o público colocando em risco os que deles se utilizam; etc. Parece infindável a relação de situações onde a corrupção está presente.
Onde tem origem a corrupção?
Estamos em uma cultura que incentiva o hábito do perdão. Que as faltas devem ser perdoadas e inclusive “que mais vale um pecador que se arrepende que cem justos que não se arrependeram”. Bem, aí está uma causa da corrupção. Ao não se ensinar o ser humano a forma de proceder corretamente, incentivou-se o uso do perdão que estimula a repetição do erro. Quando a cultura em que vivemos for capaz de formar seres conscientes de seus deveres frente a si mesmo e à humanidade, quando se ensinar os corretos procederes, o ser humano não mais será “perdoado” (como se alguém tivesse poderes para tal) e saberá qual é a forma de se conduzir corretamente e também saberá que caso cometa algum erro, somente poderá redimi-lo realizando um bem que corresponda em magnitude ao erro cometido.
Escrito por Fernando às 19h27
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O projeto de lei de acesso à Internet
Tenho acompanhado pelos meios noticiosos os debates e sugestões com relação ao projeto de lei proposto pelo senador Eduardo Azeredo para disciplinar o acesso à Internet e coibir crimes através dessa rede. Penso que essa lei, como de resto todas as demais estabelecem deveres, responsabilidades e direitos visando oferecer segurança e benefícios à população em geral. Tudo está regido por leis, o mundo físico com as famosas Lei da Gravitação Universal, Leis de Mecânica; Leis da Aerodinâmica; Leis do Eletromagnetismo; etc. que regulam toda a vida universal em sua face física (a vida mineral, biológica tanto vegetal, animal quanto hominal, os sem-número de sistemas físicos responsáveis pelo equilíbrio do nosso planeta e do Cosmos) e o mundo metafísico com as diversas Leis Universais que regem e equilibram toda a Criação como a Lei de Evolução; a Lei de Correspondência; a Lei de Caridade; a Lei de Herança; a Lei do Afeto; a Lei do Tempo; a Lei do Silêncio; a Lei de Analogia; a Lei do Movimento; etc. Tais Leis são expressam da vontade do Criador e o homem deve tratar de conhecê-las para bem cumprir os seus mandatos e não infringi-las. No campo do Direito a humanidade estabeleceu leis, inspiradas nas leis universais citadas anteriormente, para organizar a vida entre todos e definir as responsabilidades pelos atos individuais.
Pelo que pude conhecer do projeto de lei em questão, pretende-se que cada cidadão, ao acessar à Internet identifique-se claramente a fim de se definir o responsável por aquela seção de utilização da rede. Penso que esse é um objetivo nobre e que, embora exija dos provedores mais trabalho e dificulte em parte o acesso à rede, todos ganhamos em segurança e no uso responsável desse tremendo recurso que é a Internet.
Penso que efetuar esse registro não é algo difícil, desde que cada cidadão que queira acessar tal rede cadastre-se junto a uma entidade nacional e receba uma senha que será solicitada pelo provedor quando for fazer uso da rede. Aqui quero fazer uma sugestão: Penso que para simples consulta à rede (download), sem envio de informações para a mesma (upload), não deve haver necessidade de um cadastramento. Porém, toda vez que o usuário quiser enviar informações para a rede, disponibilizando-a para outros usuários como no caso de blogs, sites de relacionamento; salas de bate-papo; e-mails, etc. , aí sim, será necessário uma senha que obrigue a quem está fazendo uso da rede a ser responsável pelo que disponibiliza para outros.
Penso que assim estaríamos facilitando as consultas (para as quais não se exigiria qualquer identificação) e evitando o anonimato da livre expressão do pensamento, como aliás, é um requisito constitucional.
Escrito por Fernando às 18h34
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Vôo GOL 1907
Desde a fatídico acidente com o vôo 1907 da Gol,ocorrido em 29 de setembro último, tenho estado acompanhando as notícias divuldadas pela mídia. Dei-me conta do jôgo de interesses envolvido, da dificuldade em se apontar os responsáveis, mas sobretudo chama-me atenção a falta de informações sobre algo que reputo chave para se evitar novos acidentes desse tipo. Não seria o caso de se estabelecer, com rigor, que todo vôo de uma latitude mais ao sul para outra mais ao norte, não deveria ser em uma altitude par (em pés, como 36000, 38000, 40000, etc.) e os vôos de latitudes mais ao norte para outras mais ao sul em altitudes ímpares? Com essa simples regra seriam evitados conflitos de liberação como os que parecem haver ocorrido quando se liberou o Legacy para voar de São José dos Campos até Manaus na altitude de 37000 pés, a mesma em que a aeronave da Gol voava de Manaus para Brasília, o que foi uma das razões do choque.
Por outro lado, os aviões estavam equipados com dispositivos que evitam colisões com outros aviões, porém que só funcionam adequadamente se os "transponders" dos aviões, em rota de colisão, estiverem funcionando. Em primeiro lugar me parece que um equipamento que depende do de outra aeronave estar adequadamente funcionando já possui uma limitação intrínseca, pois fica-se na dependência das decisões da tripulação da outra aeronave além do funcionamento correto de seus sistemas. Parece-me razoável, nesses casos, que independentemente das decisões de outra aeronave, que esse radar, retire o avião da rota de colisão independentemente da altitude, afastando lateralmente a direção de vôo, mesmo que não se tenha a altitude correta. Com isso se evita tragédias como a ocorrida.
Outro ponto obscuro é que li na Folha de São Paulo que transponders do tipo existente no Legacy estavam apresentando problemas quando passavam de uma área monitorada por um Centro de Controle Aéreo para outra, tal como estava ocorrendo no vôo 1907. Esse fato foi noticiado por controladores europeus que observaram que na ocorrência de situações similares à mencionada, os aviões desapareciam das telas dos radares e depois retornavam. Foi inclusive noticiado que em 2004 a comunidade européia teria notificado as empresas que usam tais equipamentos que o substituíssem até uma determinada data em 2005 a fim de serem autorizadas a voar nos céus da Europa.
Essas são algumas sugestões e questionamentos para tal ocorrência, para a qual todos que
tomamos conhecimento da mesma, devemos envidar os melhores esforços para que não se repitam.
Fernando Ferreira Kelles
Escrito por Fernando às 16h09
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Aposentadoria II
Conversando com muitos amigos que desfrutam de régias aposentadorias públicas, ao alertar-lhes que a continuarmos com os déficits atuais talvez nossos netos não tenham como aposentar, geralmente dizem: "O problema é a corrupção. Acabe-se com a corrupção e não haverá mais déficits”. Sem dúvida a corrupção agrava o problema, porém não é sua causa. Na década de 1950 a 1960 o mundo convivia com altas taxas de natalidade sendo a fecundidade em torno de 6 filhos por mulher em idade fértil. Esse foi o tempo do chamado "baby-boom" nos Estados Unidos. Nessa época os homens trabalhavam para por dinheiro em casa para suas esposas e donas de casa criarem a extensa prole. No início da década que vai de 1960 a 1970, surge a pílula anticoncepcional e aí, silenciosamente, começa se operar uma grande transformação, invisível nos primeiros anos, porém claramente visível nos seguintes. A fecundidade caiu de 6 para 2,4 filhos por mulher em idade fértil no Brasil. Na Alemanha e Itália a situação atual é de 1,4 e 1,1 respectivamente. Com essas taxas a população não se repõe e está em franca diminuição. No Brasil ainda não há redução populacional, embora estejamos caminhando para tal. Tecnicamente nossa população é estável. Já se foi o tempo em que tínhamos uma verdadeira pirâmide populacional onde a maior faixa etária era a população de até 5 anos de idade. Essa pirâmide virou um garrafão onde as faixas etárias até 30 anos eram de tamanho similar até a situação atual onde a maior faixa etária está entre 20 e 25 anos e as faixas etárias das idades menores apresentam menores percentuais da população. Embora acima dos 30 anos as faixas etárias tendam a cair, caem menos do que o faziam antes, pois as taxas de mortalidade também diminuíram e como a geração do "baby-boom" começa a se aposentar, nos vemos diante da situação de termos crescente número de aposentados com expectativas de vida crescentes, devido aos avanços médicos e sanitários, e uma população economicamente ativa em redução. Até que a geração "baby-boom" tenha morrido a Previdência enfrentará o problema de buscar formas novas e inteligentes de poder sustentar os que se aposentam antes que haja uma quebra geral dos sistemas previdenciários, impedindo que as gerações do futuro possam aposentar-se. Para tal as gerações do presente devem pensar generosamente deixando um pouco seus interesses pessoais, situando-se fora do problema, para contemplar e encontrar as soluções que nossos corações querem para os que nos sucedam.
Escrito por Fernando às 14h10
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Aposentadoria
Ontem, pude tomar contato com alguns dados liberados pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas) sobre a situação das aposentadorias no Brasil, onde se revela que quase metade dos benefícios pagos em aposentadoria no Brasil é para pessoas de até 60 anos de idade, embora esse contingente seja apenas 37,9% dos aposentados. Isso mostra que o sistema previdenciário brasileiro está gastando muito com pessoas que não são seu público alvo principal, pois poderiam estar trabalhando e contribuindo para o sistema, em vez de usufruir do mesmo. Também é revelado que este ano o déficit do sistema (valores arrecadados menos valores pagos como benefício) superará a cifra de R$ 45 bilhões. Tudo isso nos demonstra a necessidade urgente de uma reforma previdenciária que embora tentada diversas vezes não conseguiu resolver os problemas apontados.
Todavia esses não são os únicos problemas. A aposentadoria conforme existe hoje em quase todos os países ocorre de forma abrupta. A partir de uma determinada idade e situação o indivíduo pára de trabalhar e começa a etapa de aposentado. Não há um período intermediário onde o mesmo possa ir preparando-se para essa condição. González Pecotche (Raumsol), criador da Logosofia, propõe que a aposentadoria deveria ser gradual. Após completados quantos anos de trabalho, teria sua jornada diária reduzida em uma hora a cada ano, até que pudesse trabalhar apenas metade da jornada integral de trabalho. Com isso teria a aposentadoria por metade do tempo e receberia como empregado e pagaria para o sistema pela outra metade do tempo. Ninguém consideraria ruim trabalhar meio horário já que a atividade sempre é benéfica para o ser humano. No outro horário que sobra poderia ir preparando alguma outra atividade eventualmente até alguma iniciativa privada que o transformaria de empregado em empregador. Também não haveria a transição brusca que há hoje onde o ser perde seus amigos de trabalho, não utiliza mais inúmeros conhecimentos que tem e perde a oportunidade de auxiliar a colegas que recém se iniciam na atividade onde ele já é um perito. Hoje, perde-se essa experiência. Seres, que muitas vezes estão no ápice de sua capacidade produtiva pelo conhecimento acumulado, vêem-se desvalorizados e desmotivados, sendo encaminhados para uma velhice improdutiva, quando poderiam estar sendo úteis a muitos e deixando de ser um peso morto para o país. Fica pois a sugestão para que a aposentadoria passe a ser gradual. Isso poderia ser inclusive opcional para evitar que haja qualquer resistência à idéia. Digamos que poderíamos estabelecer a idade de 30 anos de trabalho cumpridos como a idade básica para que a aposentadoria possa ser gradualmente oferecida. Com isso muitas empresas que hoje não querem ter empregados mais idosos iriam se ver motivadas a fazê-lo já que pagariam menos por esses empregados e poderiam observar que um indivíduo, com conhecimentos, pode realizar em um tempo muito menor e de forma mais confiável, uma tarefa que um insipiente gastaria muito mais tempo.
O governo tem aventado a idéia de elevar a idade de aposentadoria como forma de diminuir o déficit previdenciário. Isso pode ser uma solução no setor público, porém o setor privado tem adotado a prática de não manter em seu quadro pessoas com idades superiores a 50 anos. Os motivos são vários entre eles a maior dificuldade de adaptação a novas formas de trabalho por parte das pessoas mais velhas, maior predisposição a doenças, perda de atributos físicos que tornam a pessoa atraente ao público em geral e, sobretudo a falta de garra para provar aos demais do que é capaz de fazer e alcançar maiores níveis no mercado de trabalho. Com isso, muitos colegas que tive foram dispensados em torno dos 50 anos e não puderam aposentar-se pois ainda não tinham tempo de contribuição para tal. Se, além do tempo de contribuição existir uma idade mínima que se pretende que seja em torno dos 65 anos para homens e talvez 60 para mulheres, tal problema irá agravar-se no setor privado. Penso que o governo, concomitantemente com essa idéia, deve criar estímulos para que as empresas conservem seus empregados após completarem 50 anos. Uma das formas é a apresentada acima, de aposentadoria gradual, onde o custo para que a empresa mantenha o funcionário é diminuído proporcionalmente ao número de horas que ele trabalha. Também diminui a necessidade de que a aposentadoria seja dada integralmente e poderíamos ter seres com 70 anos trabalhando meio expediente, pagando contribuições à Previdência sobre o mesmo e recebendo aposentadoria sobre a outra metade do horário de trabalho, em que efetivamente estaria aposentado.
Outra distorção que, ao ser corrigida, reduz o déficit do sistema é a de que quando um aposentado por tempo integral volte a trabalhar seja reduzido seu benefício de aposentado, no valor correspondente ao que recebe de salário do trabalho (já descontadas as contribuições de imposto de renda e previdenciária). Desde que o indivíduo está inserido no mercado de trabalho, deve contribuir para o sistema previdenciário como fazem os demais, pois conta com o amparo do trabalho e seguramente possui parentes amigos e vinculações a quem deve ajudar com o que consiga produzir.
Penso que há muito que fazer nessa área. Essas são algumas idéias que podem auxiliar aos que se ocupam de como corrigir as distorções hoje verificadas. Uma delas, que deve ser objeto de muita análise é a enorme diferença de critérios entre os que se aposentam pelo setor público e os que se aposentam pelo setor privado. Há diferenças de toda ordem: tempo de contribuição; contribuição por parte do empregador público e privado; privilégios diversos, o que faz dessa matéria um nó que deve ir sendo desatado com muito cuidado.
"Conseguir que as gerações futuras sejam mais felizes que a nossa, será o prêmio maior a que se possa aspirar. Não haverá valor comparável ao cumprimento dessa grande missão, que consiste em preparar para a humanidade futura um mundo melhor". (Raumsol)
Escrito por Fernando às 14h08
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