Consciência


Redução dos Gastos Públicos

Redução dos gastos públicos

Fernando F. Kelles

20/09/2015

 

Penso que todos nós brasileiros queremos que a atual crise econômica pela qual passa nosso país tenha um desfecho favorável num breve tempo. Um dos aspectos da mesma é a necessidade de compatibilizar receitas com despesas no setor público. O equilíbrio pode ser alcançado elevando as receitas (que no caso do Governo são os impostos), reduzindo as despesas ou fazendo uma composição dessas duas alternativas. A alternativa da elevação de impostos agrava a situação econômica das empresas e torna nossos produtos menos competitivos para exportação. Isso acaba por reduzir o imposto arrecadado pois acarreta mais recessão. Atualmente nossa carga tributária já torna difícil manter a concorrência com muitos países que possuem carga tributária menor. Isso leva à perda de competitividade do país, reduz empregos, e deprime a economia. Não é, portanto, uma solução. A outra via, a da redução de despesas tem sido apontada como muito difícil pois exige que se mexa na Constituição pois muitas das despesas do governo são gastos constitucionais, possivelmente alguns até vinculados a cláusulas pétreas da Constituição o que torna a sua mudança possível apenas por criação de uma nova Constituição e não por Emenda Constitucional. Há gastos conferidos a diferentes setores do país que, em muitos casos, representam verdadeiros privilégios. Tais gastos, em grande parte foram incorporados à Constituição à medida que esses grupos detentores de privilégios iam chegando ao poder e conseguiam arquitetar diferentes cartas magnas. Chegou-se a um grau de engessamento tal que o Governo não consegue reduzir seus gastos como o faz toda família e toda empresa que vê suas receitas diminuírem. Pensando sobre como resolver tal questão e evitar dias sombrios para nosso país proponho, entre tantas soluções que possam existir, que seja feito o seguinte:

  1. Criar uma nova Constituição, não para reformular a atual em seus diversos artigos, mas sim para flexibilizá-la no que toca à redução de gastos.

  2. Para tal há necessidade de se criar uma Assembleia Constituinte. Sugiro que essa Assembleia seja toda a população brasileira que deverá pronunciar-se em um Referendo Nacional que a consulte sobre se autoriza ou não que a atual Constituição seja substituída por outra que tenha em seu artigo modificador o seguinte:

    “Fica o Congresso Nacional autorizado a modificar todos os artigos da atual Constituição que impliquem em aumento dos gastos públicos através de Emendas Constitucionais a serem votadas, para cada artigo ou conjunto de artigos que impliquem um determinado tipo de despesa, sob o mesmo critério de qualquer outra Emenda Constitucional, em forma que possam ser introduzidas as mudanças que a critério do Congresso sejam necessárias para que os gastos sejam reduzidos para equilibrar o Orçamento Nacional em cada ano fiscal. ”

    Obtida a anuência da população através desse referendo, poderá o Congresso analisar os gastos públicos para o que sugiro a seguinte sistemática:

  1. Ranquear todos os gastos públicos por sua natureza dos maiores para os menores.

  2. Introduzir as modificações necessárias na Constituição começando pelos gastos mais significativos para o equilíbrio do Orçamento.

    Esta é uma das tantas soluções que podemos adotar para tirar nosso país da difícil solução em que se encontra.

    “Os problemas muitas vezes deixam de resolver-se, não porque sejam difíceis ou insolucionáveis senão porque se carece do valor e grandeza de alma necessários para encarar as soluções que o próprio problema convida a adotar aos homens. ”

    Da Sabedoria Logosófica

     

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 Escrito por Fernando às 23h28 [   ] [ envie esta mensagem ]




PRIVATIZAÇÕES

 

Na última semana assistimos à privatização da operação de três importantes aeroportos do país. Uns dizem que não é “privatização” e sim “concessão” já que não se venderam os ativos e sim apenas se passou a operação para a iniciativa privada. Penso que é oportuno que se faça uma reflexão ampla sobre o tema, afastando-se das paixões ideológicas, à luz sempre do que o conhecimento logosófico me tem ensinado.

As atividades econômicas de uma nação estão nas mãos de um dos dois setores, o público ou o privado. No primeiro o capital é público, ou seja toda a nação aporta recursos através de impostos e os gestores são escolhidos ou pelos governantes ou através de concurso público. No segundo, o capital é privado e cabe aos detentores do mesmo a escolha de quem deve administrar o empreendimento. No caso do setor público se quen é escolhido para gerir a empresa não o faz corretamente e a mesma enfrenta problemas, o que pode ocorrer é a troca do gestor ou a dissolução da empresa, e, em geral os prejuízos, caso existam, são arcados por toda a população. No caso do setor privado, se a gestão  da empresa não é eficaz a mesma pode pedir concordata ou mesmo quebrar devendo os sócios arcar com os prejuízos correspondentes. Aí está um fator fundamental para que haja uma boa gestão na iniciativa privada, diferentemente da atividade pública. A necessidade de que a empresa seja necessariamente sustentável obriga que a boa gestão seja buscada permanentemente. No caso do setor público, como as conseqüências se diluem no governo, e sendo a legislação completamente leniente, os gestores não são cobrados com a firmeza que se exige na administração pública.

A atividade pública ao não gerar necessariamente lucro, deixa de contribuir para o caixa da nação, que necessita arcar com recursos para urbanização, escola, saúde e segurança.

Também ocorre outro fato. O corporativismo dos funcionários públicos ao exigir sempre maiores salários, incompatíveis muitas vezes com os que são pagos em atividades privadas similares, leva a que eventuais lucros das empresas públicas sejam aplicados não para o benefício da nação como um todo e sim para uns poucos que trabalham naquela empresa.

Do exposto se conclui que o Estado deve procurar ficar de fora das atividades econômicas e incentivar que as mesmas sejam executadas pela iniciativa privada que é a grande geradora de recursos para a nação e permite a criatividade e o avanço da produtividade. Ao Estado compete fiscalizar essa atividade, para que não haja abusos sejam trabalhistas, sejam através de monopólios, oligopólios, cartéis e outras tantas incorreções ao atuarem no cenário econômico. Para conter tais abusos sempre se pode ter alguma atividade econômica do governo, seja bancária, educacional, hospitalar, onde o governo poderia contar com empresas de alto nível para criar uma referência tanto de custos quanto de eficiência com a qual a iniciativa privada teria um parâmetro que evitasse os abusos. Porém não deve haver a preocupação de atender em quantidade e sim em qualidade. A quantidade apenas no caso de se constatar abusos no setor privado, ou seja, isso não deveria ser a regra senão a exceção.

Também pode haver o caso de que a iniciativa privada não se interesse em participar de alguma atividade. Nesse caso, o setor público poderia fazê-lo até que surja tal interesse.

Mesmo estando as atividades nas mãos do setor privado, deve ser preocupação dos governantes, evitar o monopólio e cartéis. Por exemplo, digamos que o setor de energia elétrica do Estado de Minas Gerais, hoje a cargo da CEMIG, seja privatizado, ou se quiserem seja dada a concessão da atividade para o setor privado. Isso não deveria ser feito para apenas uma empresa e sim para pelo menos duas. O estado de Minas Gerais poderia ser dividido em dois. Uma parte ficaria sob a concessão de uma empresa e a outra parte sob a concessão de outra. Com isso haveria uma forma de comparação e a competição seria salutar para que ambas concessionárias fossem mais eficientes. Tal concessão seria por um período de digamos 10 anos, sujeita sempre a avaliações e a empresa melhor sucedida, criaria os parâmetros para um futuro contrato de concessão. Isso também acabaria com a ditadura dos empregados de estatais que exigem cada vez mais privilégios.

Com relação àquelas tarefas fiscalizadoras típicas do Estado, as contas dos gastos incorridos deveriam estar sempre disponíveis para toda a população (V. a postagem no blog “Consciência” com o título “Controle Público por Todos”, de 24/01/2009).

Penso que o país vai encontrando aos poucos a solução para seus problemas que são impedidos de ser resolvidos quando preconceitos ideológicos impedem adotar as soluções que podem evitar-nos viver os grandes problemas que estamos assistindo atualmente na Europa.

“Nada há que afete mais a economia e progresso de um povo, que a absorção, por parte do Estado, do que poderíamos chamar as verdadeira forças vivas do país, ou sejam as fontes privadas de produção sob pretexto de que, a administração nacional requer controlar e regular as atividades comerciais ou movimentos financeiros do capital privado.” (RL 41 no. 11, pág. 13)

Da Sabedoria Logosófica



 Escrito por Fernando às 15h48 [   ] [ envie esta mensagem ]




COMO SE FAZEM AS COISAS

 

Recentemente tomei contato com a entrevista de uma pessoa famosa que redigia discursos para parlamentares. Dizia que ao fazer o papel de “ghost writer” ela emprestava sua capacidade de escrever para outro. Dizia que procurava saber o que aquele que encomendava o discurso queria que escrevesse. Muitas vezes, segundo ela, a posição dela era colocada de lado e procurava escrever o melhor que podia dentro da opinião do outro. Este relato me promoveu muitas reflexões. A forma de agir daquela redatora estava bem? Vejo também que essa mesma questão é enfrentada por todos que ocupam órgãos dirigentes em empresas onde são definidas posições que podem divergir daquelas que cada dirigente individualmente possua. Também ocorre este tipo de conflito com um advogado de defesa que se veja na iminência de defender a um cliente de uma acusação que tudo indica ser real e que eventualmente se trata de um crime, a juízo do advogado, que não mereça uma defesa. Como atuar em tais casos? Outras situações similares são a de seres que vivem na dependência econômica de outros como filhos, que dependem dos pais, cônjuges que dependem do outro e que são subjugados a adotar posições que convem ao outro, porém que não estão de acordo com o próprio pensar e sentir.

Os seres humanos, à medida que adquirem conhecimentos vão forjando convicções com as quais elaboram os conceitos que aceitam conscientemente. O intercâmbio constante de conceitos entre os seres humanos é o que vai criando a confiança entre todos conforme nos ensina Raumsol em sua conferência “O Conceito e seu Significado Essencial” sendo “a admissão consciente de um conceito implicitamente um juramento”. Tendo isso em conta não podemos falar, atuar e fazer pronunciamentos em contradição com os conceitos que admitimos. Na minha experiência, em empresas onde trabalhei, quando não estava de acordo com alguma diretriz estabelecida pela direção, simplesmente não agia em favor da mesma. A Logosofia me ensinou que não há que ser contra nada, basta não sermos a favor daquilo com o que não concordamos. Há um conceito equivocado em vigência em muitos ambientes aquele que diz “quem cala consente”. Muitas vezes quem cala, o faz para não abrir uma discussão e um atrito desnecessário. O momento pode não ser oportuno para expor o pensamento, sobretudo se há violência no ambiente. Porém, outra coisa é ser a favor de um conceito equivocado, manifestar apoio e tecer comentários que apóiem algo em conflito com a nossa própria consciência.

Dessa forma, se sou um “ghost writer”, ou alguém da direção de uma empresa a quem me é exigido por algum superior que escreva ou implante algo contrário a minhas posições,  devo buscar a forma de ou não cumprir com essa determinação mantendo-me na empresa ou, não sendo possível, buscar outra direção para minha vida, porém submeter-me a algo que avilta minha consciência, jamais. Na minha experiência sempre foi possível encontrar a forma adequada para não me violentar. Recordo-me que em certa ocasião me foi pedido que atuasse como preposto da empresa em uma audiência trabalhista onde deveria pronunciar-me contra um colega de trabalho com quem sempre mantive boas relações e que me ajudara por diversas vezes. Então, liguei para o departamento jurídico da empresa e comuniquei que me considerava impedido de atuar como preposto devido a laços de amizade com aquele funcionário. A empresa entendeu minha posição e conseguiu outro preposto. Em outra empresa atuava como consultor de telecomunicações e havia uma importante empresa do Vale do Aço que era minha cliente. Estávamos elaborando um projeto de telecomunicações para implantar nessa empresa e meu chefe me chama até seu escritório e pede que vá até a planta industrial do cliente no Vale do Aço para acertar alguns detalhes do projeto. Iria em carro da empresa e deveria ficar por lá cerca de um a dois dias. Havia também outros consultores que atendiam outras empresas daquela região. Meu chefe aproveitando o ensejo da viagem me comunica que iria comigo uma consultora da empresa que atendia outro cliente. Recebi a informação e me pus a pensar sobre aquele fato inesperado: Eu e uma consultora, mulher jovem e vistosa, sozinhos mato adentro por 230 km até o Vale do Aço, onde ficaríamos no mesmo hotel por um ou dois dias. O que pensaria um observador externo vendo aquela situação, por si só comprometedora? Fui então novamente ao meu chefe e falei-lhe da conveniência de levar um projetista para auxiliar-me em alguns levantamentos de dados. Ele respondeu que isso não seria possível, pois os projetistas estavam muito ocupados com muitos outros projetos. Expliquei então que considerava a situação delicada ao que ele imediatamente respondeu que era uma situação inteiramente “profissional” e que não via qualquer problema. Retirei-me, mas no dia seguinte ele, que era um pessoa de bem, me procura e diz que havia pensado melhor e que também iria ele e mais outra consultora. Foi uma viagem agradabilíssima, feita por nós quatro, o que não teria ocorrido se não houvesse tido esse cuidado com as situações que a vida cria e que são tratadas em formas tão ingênuas e irresponsáveis por muitos. 

Outras vezes as situações não chegam a ser a de ter que cumprir alguma determinação incorreta, mas sim o querer exigir alguma explicação indevida. Uma amiga me relatou que trabalhava em uma escola. Por necessidades pessoais, precisou faltar ao trabalho em um determinado dia. Para tal procurou a diretora da escola e comunicou a ela que faltaria naquele dia. Para tanto havia conseguido uma professora que a substituiria. A diretora não disse nada no momento, porém no dia seguinte ao que a professora havia faltado a procurou e disse-lhe em tom de repreensão que ela havia faltado no dia anterior. A professora disse que faltou, mas havia comunicado a ela, diretora, que faltaria e havia conseguido uma professora substituta. A diretora disse que sim, ela havia comunicado, mas não havia dito os motivos da falta, ao que então essa minha amiga disse: “A senhora pode me demitir ou reduzir o meu salário, mas o que a senhora não pode fazer é pedir explicações sobre minha vida privada”. A diretora não falou mais nada e passado algum tempo se desculpou com minha amiga por não se ter dado conta da ingerência que ela como diretora pretendia fazer na vida dos professores.

Em empresas onde trabalhei observava que havia pessoas com pouca capacidade que ocupavam cargos importantes e recebiam salários altos. Durante algum tempo não entendi o porquê dessa situação até que fui observando como os superiores dessas pessoas exigiam delas condutas que estavam mais de acordo com eles que exigiam do que com os que cumpriam as ordens. Esses sabiam que caso fossem despedidos dificilmente conseguiriam um emprego com a remuneração que auferiam ali, motivo que os induzia a fazer mesmo aquilo que não queriam. Por outro lado, talvez não tivessem muita consciência da posição que deviam tomar e isso era um motivo a mais para se submeterem a outros. Situações similares vivem todos os que se colocam na posição de dependentes dos demais. Por isso é importante o esforço para sairmos dessa posição de dependência, que como ensina Raumsol “fere o sentimento humano de livre arbítrio”.

Aprendi com a Logosofia que não devo ficar na dependência de ninguém, mas que também não devo criar dependentes, seres que dependam de mim e que eventualmente até estariam dispostos a se submeterem a minha vontade. Isso é tão indigno como o se submeter. O digno é tratar de que não tenha dependentes, criar seres valentes, dignos, e que estejam dispostos a enfrentar o que for necessário para sempre fazer o que consideram justo e bom e não o que outros queiram que façam.

Vivemos em uma cultura em que é comum a criação de dependentes, de seres que se submetem, que se acovardam frente a interesses criados ao não se sentirem capazes de agir com idoneidade e independência. É assim como muitos controlam os ambientes ao seu redor, é assim como conseguem que tantos façam aquilo que é escuso, ao serem chantageados por aqueles que conhecem as debilidades humanas. Perguntava-me frequentemente como os chamados “líderes” de partidos políticos, conseguiam “controlar” uma bancada de tantos deputados ou senadores. É que eles conhecem “podres” na vida desses seres e estão prontos a divulgar o que sabem caso eles não se subjuguem à “vontade” partidária. É assim como muitos fazem as coisas. Não sabem lidar com respeito à consciência de cada ser humano. E muitos deles são os que enchem a boca para falar da “vontade do povo” e dos “valores da democracia”. O que ocorre é que a “democracia” ficará como um belo ideal enquanto houver seres no comando da política que subjuguem a outros e enquanto houver um grande conjunto de seres que se deixem subjugar e subornar. Também no chamado “crime organizado”, quando uma pessoa ingressa nos quadros, tratam que ela execute algum crime hediondo. Tê-lo nos quadros, sem um crime “nas costas”, é considerado muito perigoso porque ele poderia denunciar a todos. Se tem um crime que a organização ajuda a acobertar ele fica devendo favores e acaba por se submeter a qualquer ordem que receber.

Outras situações surgem dentro das famílias quando começam a ser criadas uma rede tal de interesses que induz a que todos vivam submetidos uns aos outros. Isso me mostra o nefasto de vínculos parasitários seja com quem for.

A alegria e felicidade de viver dificilmente podem ser experimentadas quando se vive submetido a interesses e imposições. Devemos ser sempre valentes frente a todas as circunstâncias da vida como nos ensina Raumsol:

“Deve-se chegar a ser valente frente a todas as circunstâncias adversas, e saber que a luta é lei da vida, devendo-se enfrentá-la uma e mil vezes, não com insegurança, senão com plena consciência de que ineludível.”

“A valentia é a própria vida surgindo como um titã por sobre todas as misérias do mundo.”

Da Sabedoria Logosófica

 

29/01/2012



 Escrito por Fernando às 15h28 [   ] [ envie esta mensagem ]




A tragédia da região serrana do Rio

Na data de hoje já se computavam mais de 600 mortes devido às chuvas na região serrana do Rio. Nos últimos anos tenho sentido um agravamento desses acontecimentos. Ano passado em Angra dos Reis e neste em Teresópolis, Petrópolis, Nova Friburgo e outras cidades próximas. Surge a pergunta: Por que ocorre isso? Muitos já tem uma resposta na ponta da língua: descaso das autoridades, desmatamento, falta de obediência ao código florestal vigente, prefeituras que permitem construção em locais de risco, etc. É possível que todas essas explicações tenham parte de razão.

Eu não sou engenheiro florestal, nem ambientalista, nem especialista em solos. Sou um cidadão que procuro me interessar sobre tudo aquilo que toca minha mente e sensibilidade e procuro entender o que está passando além de buscar soluções para muitos problemas que me afligem e a muitos seres humanos.

Houve um tempo que busquei um derivativo para um emprego que tinha e tratei de representar em Minas um programa para cálculo estrutural de um grande desenvolvedor de software de São Paulo. Em uma de minhas idas à sede dessa firma, tive oportunidade de conversar com o proprietário da mesma e perguntei-lhe se já havia pensado em comercializar seus excelentes programas nos Estados Unidos, ao que ele me disse: “Lá  os edifícios são em grande parte estruturados em aço e também utilizam muito, para construções menores como casas, madeira e gesso. Por outro lado o governo americano não permite a especulação com a urbanização pública. Quando alguém compra um terreno, ele deve dizer o que vai construir e em quanto tempo. Se não o fizer o imposto territorial é tão grande que ele terá um grande prejuízo. Com isso eles preferem fazer investimento em ações do que comprar terrenos e ganhar com a especulação. Assim, terra lá é barata e as pessoas não fazem tantas construções verticais como aqui, a menos das grandes cidades como Nova York. Na maioria das cidades as casas são construída deixando-se área para jardins, as desapropriações são mais baratas o que permite grandes estradas e a construção de muitos parques.” De fato, o país é um jardim e o índice de verticalização da maioria das cidades é muito menor por exemplo que o de Belo Horizonte. Por que aqui não se adota legislação similar? Pode haver muitas explicações desde o tempo das Capitanias Hereditárias, quando o rei de Portugal, doava terras a seus amigos. Outro motivo é que quanto mais verticalizada uma cidade, mais concentrada ela fica, reduzindo as distâncias de deslocamento e os custos para as redes de eletricidade, telefone, água e esgoto, apesar de que tais redes terão de ter maior capacidade. Com a desconcentração as cidades têm mais área para absorver a água das chuvas e como há muitas casas com jardins, ela encontra formas de se infiltrar nos terrenos em vez de serem direcionadas para rios que acabam por transbordar e causar problemas urbanos nas épocas de chuva. Penso que uma legislação urbana que desestimule a especulação imobiliária reduziria os problemas que estamos observando. Porém há mais. Como evitar que se construa em áreas de risco, como encostas íngremes ou no sopé das mesmas, sujeitando-se a que se a encosta desabar soterre residências e moradores? Penso que um bom começo é se exigir para liberar tais construções que seja feita uma avaliação de riscos por parte de profissionais com qualificação para tal e que o grau de risco seja lançado na guia do IPTU do imóvel. Dependendo desse grau o proprietário teria um tempo de 1 a 5 anos para tratar de prevenir o risco através de meios adequados. Caso não o faça ele não terá licença para construir e se unirmos isso à não permissão de especulação imobiliária, similar à que relatei que existe nos Estados Unidos, ele arcará com um custo de um imposto crescente até que tome as medidas cabíveis ou desista do terreno. Com o tempo a exigência de avaliação de riscos seria estendida a todos os imóveis do município, exigido-se que cada proprietário providencie soluções para eliminá-los. A inclusão do risco na guia do IPTU serviria para que cada comprador de imóvel saiba qual o nível de risco que corre. Se o risco for grande, haverá uma grande desvalorização do imóvel a menos de medidas corretivas que sejam tomadas. É outra forma de prevenir problemas como esses que têm causado tantas tragédias.

Buscar aprender com outros países que encontraram soluções para tais problemas é uma forma de ganharmos tempo. Mas há que ter a vontade de corrigi-los e que essa se sobreponha a interesses menores como o são a manutenção de patrimônios a qualquer custo, mesmo que este seja o de vidas humanas.



 Escrito por Fernando às 01h14 [   ] [ envie esta mensagem ]




Deus

Falar sobre um tema tão grande pode parecer uma pretensão. Mas é que frequentemente leio e escuto tantas coisas absurdas com respeito a Deus, que me sinto na  obrigação de expressar o que já consegui entrever desse grandioso tema. Como a maioria da humanidade, durante minha infância e boa parte da adolescência, engoli os preconceitos que as religiões despejam sobre bilhões de seres humanos. Felizmente, já com 18 anos, tomei contato com a Logosofia, ciência do conhecimento de si mesmo, que me acercou uma série de conceitos e reflexões que me fizeram mudar completamente a posição frente a tal realidade.

Em primeiro lugar, podemos constatar pela história que todos os povos procuraram acercar-se a Deus, ao Criador Supremo de tudo quanto existe. Todos procuram saber de Deus, chamem-no de Criador, Artífice Supremo, Causa Primeira, Supremo Fazedor ou outra denominação similar. Também é certo que muitos ao tomarem contato com as imagens fantasiosas a respeito de Deus, se desiludem ao constatarem que o Deus religioso trata-se de um ser fabricado à imagem e semelhança do homem e não ao inverso, ou seja, o homem criado à imagem e semelhança de Deus. O Deus religioso é, segundo as religiões, um Deus vingativo, intolerante, impaciente, ou seja, com deficiências comuns à generalidade dos humanos. Isso levou a que muitos, ao constatarem que os conceitos vigentes sobre Deus não resistiam a qualquer raciocínio, que não poderiam usar a razão para lidar com esse conceito, preferissem abandoná-los e aderir a outro preconceito, o de que não existe Deus, que tudo no Universo é feito ao acaso, sendo de fato este o grande construtor de tudo quanto existe, o acaso. Nos cursos de Estatística é comum se ouvir o seguinte relato: “Um macaco que batesse nas teclas de uma máquina de escrever (hoje seria de um computador), se tivesse o tempo suficiente, iria escrever toda a obra de Shakespeare”, ou seja, as combinações de teclas batidas ao acaso criariam tal obra. Qual seria o tempo necessário para isso? Também as galáxias, com seus sois e sistemas planetários seriam obra do acaso e coroando tudo isso, o próprio ser humano seria uma obra do acaso, de uma evolução realizada por mutações aleatórias. Um ser da complexidade do humano, falando apenas da sua face biológica. Todos que conhecemos um pouco de Biologia sabemos que pequenas alterações nos hormônios, nas enzimas, geram grandes problemas, porém ao acaso de consegue produzir um ser humano perfeito. Um astrônomo indiano, Chandra Witemasinghe, fez uma reflexão que me chamou atenção. Referindo-se a um “cemitério de aviões” onde diferentes tipos de aviões usados e desativados, jaziam amontoados uns sobre os outros, expressou: “É mais fácil que um vendaval batendo sobre esse cemitério combinasse todas as peças, ali disponíveis, ao acaso, e como resultado obtivéssemos um Boeing novinho em folha, do que processos ao acaso produzirem um ser humano, com toda sua complexidade biológica”. Essas crenças, repetidas em tantas faculdades de ensino superior, nos mostram como mesmo na ciência corrente existem os dogmas científicos, que contrariam todas as observações e que de época em época são adotados sem maiores reflexões. Todos sabemos que uma empresa sem direção acaba por falir, um jardim, deixado ao acaso, sem cuidados especiais, se transforma em um matagal, que tudo na vida exige cuidado, dedicação acompanhamento e, sobretudo que seja concebido por uma mente capaz e disciplinada, se queremos obter bons resultados. O ser humano preferiu acreditar em fantasias em vez de prosseguir a busca por explicações razoáveis sobre a origem de tudo quanto existe. Entre os inúmeros conhecimentos que a Logosofia coloca à disposição do ser humano para que ele os comprove está o da existência de um mundo mental que interpenetra o mundo físico e influi poderosamente sobre ele. Nesse mundo mental tem origem tudo quanto existe. Desde uma simples caneta até as mais complexas criações da mente humana tiveram sua origem ali antes de serem plasmadas como realidades no mundo físico. Foram antes uma realidade mental para depois tomarem forma no físico. Cada mente é capaz de um determinado tipo de criação segundo a capacidade e conhecimentos que possua o que as habilita a criar certo tipo de coisas. Conforme nos ensina a Logosofia, a Mente Cósmica, ou Mente de Deus, pôde plasmar a imagem do ser humano para que esse logo tivesse existência no mundo físico. Não surgiu, pois, ao acaso e sim pela concepção da Mente Cósmica.

Não se chega a Deus pela crença e sim pelo conhecimento. A Sabedoria Logosófica nos adianta uma série de conhecimentos que devemos estudar e comprovar sua realidade, primeiro nos campos experimentais mais acessíveis a nós, pela analogia e pela experimentação. Segue um trecho de um dos livros de González Pecotche (Raumsol), criador da Logosofia, sobre a concepção logosófica de Deus:

“Para o pensamento logosófico Deus e a imensidão, o eterno; é a Suprema Ciência da Sabedoria, que a mente humana pode descobrir em cada um dos processos do universo estampados na natureza, processos exatos, ciência pura, perfeita, na qual se inspira o homem para criar “sua” ciência.”

...

“Não enquadra na concepção logosófica que a criatura humana possa encerrar a Deus em uma estátua, em uma casa, um país, um continente, um planeta ou até no universo inteiro, pois estima que tudo resultará limitado e estreito para as dimensões de sua Excelsa Imagem, inabarcável pela mente humana. Ao invés disso é ampla em reconhecer, e bastante se justifica, que todos, até os mais ateus, procurem saber d’Ele. Por que senão a mente do homem inquire continuamente, indo de um ponto a outro, ainda sem maior consciência dos motivos de sua ansiedade? Não se busca a Deus nos momentos de aflição e toda vez que se faz difícil a marcha pelo mundo? Não se o busca nas religiões, não se investiga, não se aprofunda com esse objetivo nos livros antigos, não se introduz o homem nos labirintos das pirâmides e não procura indagar sobre a vida de outros mundos nos espaços siderais? Não se atormenta quando, crendo havê-lo encontrado, sua consciência se mantém reticente em outorgar-lhe a segurança do achado?”

 

Frente à pergunta de muitos por que há tanto mal na terra? Qual o objetivo de tudo isso, de tantos sofrimentos que observamos, de tantas incompreensões? Uma reflexão que ajuda a nos colocar frente a tais questões é: Se Deus deu ao ser humano a liberdade de escolher entre atuar obedecendo às leis que instituiu no Universo ou não, deve também ter dado ao homem o sinal para que saiba que está no caminho estabelecido em suas leis ou não. O sofrimento que experimenta, as adversidades que tem que enfrentar, não seriam um desses sinais que mostram que devemos corrigir nosso caminhar?

Geralmente frente aos sofrimentos que enfrentamos costumamos atribuir sua causa a Deus e não a nós mesmos. Até onde a razão dos sofrimentos são tantas formas equivocadas de nos conduzir? Deus não está mostrando com isso que o que mais respeita no Universo é a liberdade humana? Ele nos permite atuar de forma equivocada, porém isso tem sua conseqüência, o sofrimento, a adversidade que nos ensina que devemos corrigir nossa conduta e compreender melhor a vontade do Criador estampada nas leis que regem o universo.



 Escrito por Fernando às 20h35 [   ] [ envie esta mensagem ]




Para a superação dos problemas humanos

De vez em quando recebo mensagens com arquivos pps e textos diversos tratando desde descrição de locais de especial beleza até ironias sobre situações que a vida apresenta. Poderia enquadrar um dos que recebi recentemente nessa última categoria, porém havia algo mais além disso, quem o escreveu o texto enviado mostrava sua indignação com uma série de equívocos e desmandos que observa na administração do país.

Sem entrar no mérito das questões levantadas, ao responder a quem me mandou, recordei-me de um episódio que ocorreu outro dia, quando estava na fila única dos caixas eletrônicos de uma agência do Banco do Brasil. Havia 5 máquinas, mas só duas funcionavam provocando um grande aumento da fila. Em dado momento uma jovem senhora se exaltou e foi para a frente da fila conclamando a todos que se rebelassem contra aquela situação. Nessa altura, uma outra, atrás de mim na fila disse para sua companheira: “Num país do primeiro mundo não se vê esse tipo de coisa!” Ao ouvir isso, virei-me para ela e disse: “Não se vê isso, porém costuma-se ver algo pior.” “Como?” reagiu ela. Então disse “No Brasil, receptação de produto de roubo é crime capitulado em lei. Existe um país do centro da Europa, que posa de primeiro mundo e que aceita que se deposite em contas secretas numeradas, dinheiro fruto dos crimes mais hediondos cometidos no mundo inteiro!” “Mas então, o que se pode fazer?”, perguntou-me ela, ao que respondi: “Aprendi que não posso esperar nada de qualquer político, pois todos, uns mais outros menos, estão interessados em “fazer prata” e não em “fazer pátria”, beneficiando o próprio bolso. As pessoas em quem confio, são aquelas, que felizmente ainda existem, que constituem as reservas morais da humanidade e que espero que vocês façam parte dela, que lutam contra a adversidade confiando em um futuro melhor para si e para seus filhos.”

 Esses problemas não existem apenas aqui, estão em todas as partes do mundo. Variam de forma, mas são muito semelhantes. Seria muito bom que tirando um causador do problema, tudo ficasse resolvido. Mas tira-se um e ele é substituído por outro ainda mais velhaco. É preciso melhorar o ser humano, aí todo o povo será melhorado e os governantes que saem desse povo, irão ser melhores também. Mas como melhorar o povo? Educação apenas não basta porque alguns dos espertalhões malignos que citados na mensagem que recebera, eram pessoas cultas. É preciso formar seres que não se corrompam, que sejam insubornáveis, mas que só o serão na medida que forem conscientes. E chegar a ser consciente requer um longo Processo de Evolução Consciente que uma pequena porção da humanidade começa a realizar. Esse é um conhecimento que Raumsol, criador da Logosofia, ensinou a realizar, para o que criou as Escolas de Logosofia que aos poucos espalham-se pelo mundo. Mas alguém dirá: “Mas isso é muito lento e tomará muito tempo.” “Mas alguém conhece algum outro processo de melhoramento eficaz do ser humano?” A Humanidade levou séculos para chegar ao estado de decadência em que está. Seguramente não irá sair desse estado de uma hora para outra. Irá levar tempo. Mas é uma grande alegria quando cada um constata que está melhorando. E melhorando, aprendemos a buscar soluções inteligentes para nos proteger desses inúmeros espertalhões que se empoleiram nos cargos políticos e públicos.

 Alguns gostariam de resolver os problemas humanos pela força das armas, fazendo revoluções. A Revolução Francesa desaguou na ditadura de Napoleão. O que realmente fez a França e o mundo avançarem foram os ideais dos gênios do Iluminismo, movimento que a Revolução interrompeu. Assim, as verdadeiras mudanças ocorrem no âmbito das grandes idéias, dos grandes ideais, dos grandes movimentos que reformulam os conceitos que vem sendo praticados e mostram novas alturas que podemos conquistar, tal como faz Raumsol com a Logosofia em nossos dias.

 Nunca devemos perder a esperança em Deus, que sempre amparou a espécie humana, por mais que alguns que não fazem honra a essa espécie, queiram fazer-nos acreditar no contrário.



 Escrito por Fernando às 20h09 [   ] [ envie esta mensagem ]




GUERRA JUSTA

Uma das manchetes de hoje foi a declaração do Presidente dos Estados Unidos, Barak Obama, que, ao receber o Prêmio Nobel da Paz deste ano, declarou que existem guerras justas. Pude tomar contato com várias reações a essa declaração, motivadas possivelmente pelo fato de que todos sabemos dos tremendos sofrimentos que as guerras acarretam aos que nelas se envolvem. Porém, tal declaração está equivocada? Vejamos, Raumsol, em um artigo escrito em junho de 1941escreve: “Bem se compreenderá que, pese o enorme esforço bélico realizado pela Alemanha, o Reich não era – mais paradóxico não pode ser – partidário de desencadear a guerra, pois mais lhe haveria convindo submeter uma a uma todas as nações do mundo, sem recorrer às armas. Foi então, segundo o conceito repetidamente proclamado pelos ditadores do nazismo, por culpa dos que não quiseram submeter-se, sob pretexto de defender sua neutralidade ou sua soberania, que a guerra com a Alemanha se produziu.” (L5 38/3)

Então, para que não haja guerra devemos nos submeter às imposições dos ditadores? E a liberdade, supremo bem da existência, como fica? Vemos que há situações, quando estamos defendendo esse valor, em que a guerra de justifica. Proceder de outra forma seria pretender manter uma “paz” aparente, claudicante que não se coaduna com nossa condição de seres racionais e conscientes. A propósito do ataque japonês a Pearl Harbour, Raumsol escreveu:

 “Com a última agressão consumada pelo Japão aos Estados Unidos, a guerra converte-se em contenda mundial e o conflito de tendências mentais entra em uma etapa decisiva: o pensamento da alma livre frente ao do opressor que busca sua escravidão. É a luta pela própria existência.

O homem nasceu para cumprir altos desígnios com a própria evolução de sua espécie. Se cometeu erros, deve corrigi-los; se equivocou o caminho, deve retomar o reto; se esqueceu de Deus, deve recordá-lo em sua aflição, já que não o fez antes nos dias de graça; porém daí a que se pretenda submetê-lo a uma escravidão denigrante, a uma anulação total das funções de sua inteligência, a uma submissão vil que repugna a sua consciência, não, mil vezes não!”(L5 49/2,3)

Tais palavras, traduzem bem o que sinto e que penso que o mandatário da nação americana pretendeu dizer.

A liberdade deve ser defendida por todo meio lícito que estiver a nosso alcance, e até com a luta armada, se for necessário.

 

Fernando Ferreira Kelles                                                



 Escrito por Fernando às 22h55 [   ] [ envie esta mensagem ]




O Apagão

No dia 10, por volta das 22h10 do horário brasileiro de verão, houve um desenrolar de eventos que culminou com a falta de fornecimento de energia elétrica para vários estados brasileiros, sobretudo para as duas mais populosas cidades do país, São Paulo e Rio.

Em várias entrevistas e noticiários ouvi muitas explicações, porém notei que as autoridades que tem a responsabilidade de informar à população sobre as verdadeiras causas do ocorrido, pareciam que, sentindo-se pressionados em dar explicações sobre o fato e querendo isentar-se e ao governo de qualquer culpa no assunto, apresentaram justificativas pobres e não convincentes sobre o que sucedera.

Embora seja engenheiro eletricista, envolvi-me sucessivamente em atividades de Telecomunicações, Estatística e Demografia desde que ao sair de uma empresa siderúrgica em 1997 ingressara em uma estatal de telefonia no mesmo ano, distanciando-me da atividade de engenharia elétrica. Naquela empresa onde trabalhei por quase 25 anos, estive responsável, entre outras atividades, pelo fornecimento de energia para uma Usina Siderúrgica em Belo Horizonte. Havia algum tempo que o sistema elétrico do Sudeste Brasileiro já trabalhava com suas redes interligadas. O Comitê Gestor do Sistema Interligado solicitara às concessionárias de energia de suas áreas de atuação que contatassem seus clientes, possuidores das maiores cargas elétricas do sistema, para instalarem em suas subestações [1], relés [2] de alívio de carga.  Na eventualidade de haver perder de geração, (como aconteceu naquele dia, com a desconexão das linhas de transmissão que levavam energia de Itaipu para São Paulo) as cargas mais relevantes poderiam ser imediatamente retiradas mantendo a malha remanescente com a geração disponível. O sistema interligado é composto de inúmeras usinas com vários geradores ligados em paralelo, operando em forma sincronizada na freqüência de 60 Hz. Também estão conectadas nessa imensa rede, inúmeras cargas, como cidades, indústrias, estações alimentadoras de trens elétricos e metrôs, etc. Quando uma parcela importante da geração é perdida as demais máquinas geradoras recebem um tranco imediato fazendo com que haja uma perda de rotação dos geradores, da mesma forma como um caminhão que começando a subir uma ladeira perde velocidade. Nesse momento todo o sistema sente que houve um problema na forma de uma rápida redução de freqüência que cai abaixo de 60 Hz (o valor depende da perda ocorrida, pode ser 58Hz, 57Hz ou outro valor). É aí que entram os relés de alívio de carga. Tais instrumentos, ao detectarem essa rápida redução de freqüência, deduzem que houve perda de geração e imediatamente (microssegundos) enviam ordem para que os disjuntores de cargas previamente selecionadas desarmem a fim de impedir que haja uma cascata de eventos e todo o sistema seja derrubado como ocorreu na noite de anteontem.

Na época em que trabalhava com isso, chegamos a ter desligamentos das cargas conectadas ao Esquema Regional de Alívio de Carga, o que isolou os problemas ocorridos. Os relés de então eram analógicos e o sistema era menos robusto que o atual. Com o aumento das interligações, que tornaram o sistema quase nacional, a robustez do mesmo deve ter aumentado, em que pese que os centros de carga ainda são distantes dos centros de geração. O sistema sendo mais robusto, as variações de freqüência, durante as perdas de geração são menores, porém os relés de hoje são seguramente mais sensíveis e podem precisar melhor o que está ocorrendo. O que se passou então? Os técnicos responsáveis pelo sistema ficaram mais incompetentes? Os esquemas de alívio de carga não estão mais “na moda”? O que houve.

O que pode ter havido é que o esquema de alívio de carga não foi implantado na totalidade do sistema de forma e em um nível tal que compensasse a perda de geração de uma usina como Itaipu. É possível que para equilibrar o consumo com uma perda de geração tão relevante, houvesse necessidade de termos um esquema mais sofisticado que detectasse a relevância da perda ocorrida e que nesse caso retirasse da malha interligada partes de cidades que fossem menos afetadas pela falta de energia. Ou seja, a seleção de cargas retiráveis teria que ser muito criteriosa e eficiente, pois tudo isso deve ser feito em frações de segundo. Também é possível que os relés que foram instalados há muito tempo precisem ser substituídos por outros mais sensíveis e avançados.

Quando autoridades vão para os meios de comunicação e começam a dar explicações que não se sustentam fica difícil para os técnicos a eles subordinados apresentarem as verdadeiras causas sem correr o risco de desmentir seus chefes, o que cria outros problemas. Só os próprios chefes podem corrigir suas anteriores explicações, mas aí correm o risco de perder credibilidade.

Penso que há que analisar bem o ocorrido. As soluções para evitar outros problemas desse tipo existem e não são tão caras, mas exigem reavaliar as explicações que foram dadas, sem apressamentos e fora do jogo político, para não fazermos investimentos caros que não contemplam as verdadeiras soluções

 

Fernando Ferreira Kelles

 

___________________________

[1] Subestações: Centros de operação onde estão instalados os disjuntores, dispositivos que interrompem ou ligam grandes cargas sob demanda.

[2] Relés: Sensores para proteção das instalações e comandando da abertura de disjuntores.

 



 Escrito por Fernando às 23h36 [   ] [ envie esta mensagem ]




Controle da Administração Pública

Uma das grandes dificuldades que existem nos países que pretendem ser democráticos é o de se ter as ações dos gestores públicos sob controle para evitar que as mesmas degenerem em arbítrios ou privilégios para um pequeno grupo como tem ocorrido em mais de um país em diferentes épocas.

Alguém poderia objetar que no caso do Brasil existem os Tribunais de Contas que fazem exatamente esse papel. Penso que recentes acontecimentos em Tribunais de Contas de Minas Gerais e Rio de Janeiro permitem compreender que tal instituição tem falhado em realizar tal controle ao vermos que seus principais gestores não conseguem ser imunes às hostes corruptoras que atacam indivíduos pertencentes às mais diferentes instituições ao redor do mundo. Digo ao redor do mundo porque sei que tais problemas afligem não somente o Brasil mas também a muitos outros países.

É possível que muitos, no fundo de seus corações, não queiram incorrer em desvios de conduta como este que diz respeito à proteção dos recursos públicos, porém a realidade é que em sua grande maioria, os ocupantes de altas e baixas funções da administração pública terminam por sucumbir ao afago de privilégios e à pressão daqueles que não querem perder os seus em troca de favores de todo tipo.

Como corrigir tal problema? Se todas as contas e informações sobre a gestão pública forem divulgadas na INTERNET como imposição constitucional, todos os cidadãos poderão controlar os atos de seus governantes e funcionários públicos. Para tal, todos que manifestem a vontade de fazê-lo deveriam comparecer pessoalmente a alguma entidade pública credenciada para tal, onde receberia uma senha que o habilitaria a entrar em um Portal de Controle de Contas Públicas no qual teria acesso a todas as informações de gastos e uso de recursos do governo. Isso evitaria que pessoas de outros países bisbilhotassem tais informações, já que tais contas interessam prioritariamente a nós brasileiros.

Os Tribunais de Contas teriam suas tarefas mais aliviadas e contariam com toda a população para fiscalizar a correção do que vem sendo feito. Se alguém quiser corromper alguém, terá que “comprar” toda a nação.

Assim, os problemas tem solução. Precisamos é adotar as soluções que permitem soluciona-los.

“Os problemas, muitas vezes, deixam de resolver-se, não porque sejam difíceis ou insolucionáveis, senão porque se carece do valor e grandeza de alma necessários para encarar as soluções que os próprios problemas convidam a adotar.” – Raumsol, Criador da Logosofia



 Escrito por Fernando às 16h41 [   ] [ envie esta mensagem ]




MOTIVAÇÃO RELIGIOSA DAS GUERRAS

Era ainda uma criança quando certa vez perguntei a meu pai por quê havia guerras, o que levava um país a guerrear contra outro, pois não entendia qual o objetivo das mesmas. Meu pai então, calmamente me explicou que o motivo era econômico. Um povo, querendo conquistar mais riquezas, conseguir fontes de matéria prima e outros recursos que havia em determinado país, buscava na guerra a forma de conseguir o que queria. Fiquei com essa explicação durante muito tempo e observei que muitos professores, jornalistas e autores diversos, também a adotavam como correta.

Na medida que amadurecia e que adquiria mais conhecimentos, pude constatar que, embora um país pudesse lucrar com alguma aquisição de território e riquezas, esse não era o motivo original. Vejamos, por exemplo o caso de árabes e judeus. Pode-se dizer que os judeus querem a guerra contra os árabes para ficarem com o seu petróleo pois sabemos que os grandes consumidores de petróleo são exatamente os povos que estão sob a influência de grupos judaicos ou são seus aliados. Porém, vejamos a questão por um outro ângulo. Apesar do estado de Israel estar rodeado de petróleo em terras árabes, Israel não produz uma gota sequer do ouro negro. Se Israel pretende ter o petróleo tomando-o dos árabes, gera-se uma contenta de difícil solução, como se geraria toda vez que alguém quer tomar pela força algo que outro possui. Porém se Israel aceita conviver pacificamente (não aparentemente, mas de fato) com o outro povo este irá observar que deve tratar bem seu maior cliente e que se o trata mal, se eleva o preço do petróleo a níveis abusivos, esse cliente (o mundo ocidental) tratará de buscar alternativas para sair dessa dependência (tal como já está acontecendo). Por outro lado, se existir equilíbrio de ambos os lados, todos irão lucrar e viver em paz e harmonia. Porém por quê isso não ocorre?

Tomemos três das principais religiões existentes hoje no mundo: cristãos, judeus e muçulmanos. Tais religiões, que contam com milhões de crentes, os levaram a professar conceitos que fomentam a intolerância. Umas dizem “Quem não está comigo está contra mim”, outra “Somos o povo escolhido de Deus”, e outra “Há que matar os infiéis”. Com tais pensamentos torna-se difícil conviver, não há disposição a tolerar o outro e os acordos não podem ser realizados. Por quê Israel não admite que árabes possam viver em seu território? E os árabes permitem e aceitam judeus nos deles? No mundo ocidental, também há muita intolerância mas a própria evolução histórica levou a que a mesma fosse contida.

Os peregrinos que chegaram à região onde é hoje os Estados Unidos, vindos da Europa, fugiam das perseguições religiosas daquele tempo, no continente europeu. Após se fixarem na Nova Inglaterra, estabeleceram algumas regras para que as colônias que se formaram não incorressem nos mesmos erros que os levaram a sair da Europa: No novo continente, todos poderiam professar o culto que quisessem, construir os templos que quisessem, porém antes de edificar um templo deveriam edificar pelo menos dez escolas (houve colônias em que o número de escolas deveria ser maior). Daí a enorme diferença entre o progresso alcançado pelos Estados Unidos e a América Latina onde ocorria o inverso (se edificavam primeiro os templos, depois, uma ou outra escola).

Essa experiência de tolerância trouxe um enorme êxito econômico e social ao país que se iniciava e penso que deve ser aperfeiçoada e aprofundada. Há alguns anos havia uma animosidade entre os alunos cristãos, judeus e muçulmanos nas escolas francesas (a França possui uma grande quantidade de muçulmanos devido a suas ex-colônias da África). Cada um comparecia à escola com seus respectivos símbolos: cruz, solidéu e burca (no caso das mulheres muçulmanas). O ministro da educação daquele tempo conseguiu que se aprovasse uma lei proibindo o uso desses símbolos e as escolas foram pacificadas.

Nas duas experiências relatadas observamos que quando se prioriza o conhecimento, os problemas vão sendo resolvidos e surge a disposição para tolerar as diferenças.

Outros exemplos de guerras temos entre a Irlanda protestante e a Irlanda católica, entre muçulmanos da Bósnia e povos da Sérvia, todas por motivação religiosa, de intolerância aos costumes e hábitos de cada povo.

Pensando nas conseqüências e horrores de uma guerra, que a cada dia conta com mais tecnologia para destruir, não vejo qualquer razão econômica que as justifique, senão o contrário. As economias marcham melhor quando há confiança, há cooperação, há nobres ideais.



 Escrito por Fernando às 18h09 [   ] [ envie esta mensagem ]




Remédios

Quando fazia curso de Marketing havia alguns colegas que trabalhavam com vendas para laboratórios farmacêuticos importantes. Relatou-me um deles que uma das estratégias que o laboratório utilizava era a chamada “close follow up”, que consistia em acompanhar as receitas dos médicos que receitavam os produtos daquele laboratório, para saber quem eram eles. Até há pouco tempo isso era feito através de um pequeno programa que várias farmácias possuíam onde o comprador do remédio informava o CRM do médico que o havia receitado, permitindo sua identificação. Parece que tal sistema não funcionou muito bem, seja porque as farmácias não utilizavam tal programa devidamente, seja porque os próprios pacientes não levavam as recitas na hora da compra. O fato é que nos últimos tempos, os laboratórios passaram a fornecer, a cada médico, um número telefônico 0800-XXX-XXXX a ser passado para o paciente a fim de que o utilizasse quando fosse comprar o medicamento com o estímulo de ganhar um desconto. Dessa forma o laboratório conseguia saber com mais precisão que médicos receitavam seus remédios. Aquele médico que comprovadamente receitava remédios do laboratório que utiliza essa prática, ao final de um certo período, passa a contar com passagens gratuitas para ele e seus familiares em viagens a congressos (naturalmente que os familiares vão a passeio) entre diversos mimos que recebem.

Esse tipo de prática trás inúmeros riscos para a população pois é um incentivo a que o médico receite, não o melhor remédio para seu paciente nem aquele que apresenta a melhor relação custo/benefício, mas sim o que lhe renderá (ao médico) os melhores presentes e atenções dos laboratórios. Corre-se até o risco de algum médico estar receitado um produto desnecessário ou mesmo inadequado para garantir alguma cortesia. Para que isso acabe penso que é necessário uma atitude de reprovação por parte de toda a população, dos Conselhos Regionais e Federal de Medicina e dos órgãos federais que se ocupam da vigilância da saúde e comercialização de remédios, utilizando para tal os meios já disponíveis e criando outros que se façam necessários, a fim de não permitir esses fatos. Uma forma de coibir tal prática é se fazer sorteios aleatórios algumas vezes por mês, em diferentes cidades do país, de CRMs de médicos que estejam clinicando naquele município e fazer uma cuidadosa inspeção das práticas utilizadas pelo mesmo. Caso se comprove que esteja distribuindo números 0800 ou outro recurso similar, a seus pacientes, de forma que o cliente, ao comprar um remédio, permita a identificação do médico que o receitou, o mesmo seria punido com pesadas multas o mesmo ocorrendo com o laboratório envolvido. Mediante a inspeção por amostragem,  (o sorteio deveria ser público para evitar desconfianças que determinados médicos não são inspecionados – sorteio do município e do médico, definindo-se um total de inspeções que variaria de acordo com a população de cada estado) o custo pode ser adequado ao caixa disponível e seria um forte desestímulo para o que estiver fazendo uso desses meios incorretos.



 Escrito por Fernando às 16h08 [   ] [ envie esta mensagem ]




Ano Novo de 2008

Começa mais um ano. Todos nós renovamos os propósitos de realizar mais do que conseguimos nos anos anteriores, fazemos planos traçamos estratégias, enfim, nos enchemos de estímulos com as novas possibilidades que a vida nos abre. Porém, é preciso saber conduzir esses propósitos a felizes realizações. Muitos dos planos realizados não chegam a culminar porque a mente se distrai com outros pensamentos e objetivos. Que nesse ano que se inicia não haja tantos objetivos a alcançar. Poucos e bem selecionados. Com isso a possibilidade de vê-los frutificar aumenta.

Fernando Kelles



 Escrito por Fernando às 21h04 [   ] [ envie esta mensagem ]




Difusão

Domingo passado, durante um almoço em família, uma sobrinha relatou que estava fazendo uma pesquisa sobre a questão: “O Brasil foi descoberto pelos portugueses ou foi invadido por eles?” Em sua turma de escola havia dois grupos de alunos: os que advogavam pela tese da descoberta e o dos que consideravam ter havido uma invasão.  Pensei um pouco e disse a ela que para mim o Brasil fora descoberto pelos europeus já que tudo que é desconhecido é como se não existisse e que a Europa não conhecia a existência do Brasil, pelo menos sua existência não fora avalizada por nenhum registro oficial. Porém, o fato mais importante, a meu ver, era se um povo tem o direito de ocupar terras já habitadas por outros, mesmo que primitivos. Caso isso estivesse correto então, países mais avançados poderiam se julgar no direito avanças sobre outros mais primitivos. Refletindo sobre a questão, tomando como ponto de partida, como sempre procuro fazer nesse “blog” , os ensinamentos do criador da Logosofia, dados de diferentes maneiras, fiz a seguinte reflexão: “Se um povo tem uma cultura superior a outro, que ocupa terras às quais acaba de chegar, deve aguardar o tempo que for necessário para que esse povo se dê conta das possibilidades que a nova cultura abre para ele. Não é necessário impor o que julga certo, senão evidenciá-lo na prática”. A superioridade da nova cultura irá sendo comprovada na medida que ela for sendo difundida entre a nova população. Até hoje, não é isso o que temos observado, senão a imposição das novas formas de entender as coisas. Isso ocorreu com Alexandre, o Grande, ao impor a cultura grega ao povo persa, com os romanos sobre os povos que dominava e recentemente, com alguns países impondo o que consideram correto como democracia ao instituir o voto como forma de praticá-la, mesmo que o voto de um ser culto ou de um homem de bem valha o mesmo que o de um bêbado ou de um malandro.

Hernán Cortês, ao chegar ao México, deparou-se com a magnífica cidade de Tenochtitlan, maior que a maioria das capitais européias da época, erguida sobre um pântano no vale onde hoje se situa a cidade do México, capital da república de mesmo nome, e em vez de difundir a cultura que trazia, dominou pela força aos Aztecas que lá habitavam, cometendo, ao massacrá-los aos milhões, um genocídio, embora houvesse sido bem recebido. Uma cultura superior não faz isso senão, usando a força da inteligência e da sensibilidade, acaba por se impor por seus méritos frente aos novos povos e os terá como aliados e não como inimigos.

Com essas reflexões, voltando ao caso brasileiro, penso que os portugueses, embora não hajam cometido genocídio similar, impuseram pela força de suas armas, sua cultura aos povos primitivos que aqui habitavam. Isso só revela que, embora tivessem uma cultura mais aprimorada, distava muito de ser uma cultura superior ao necessitarem de usar a força física para impor seus pensamentos. Sob este ponto de vista houve uma invasão, que não o seria se tivesse havido “difusão” de novos conceitos que superassem os já existentes, sem qualquer necessidade de imposição.

Penso que esse mesmo princípio se aplica a outras situações. Por exemplo, uma empresa que quer entrar em um mercado já ocupado por outras, deve difundir seu produto conquistando os clientes, pela bondade do mesmo, por ter uma relação custo/benefício mais favorável e não por formas truculentas, que podem dar resultado em um primeiro momento mas que não criam alicerces estáveis para que o produto se mantenha no mercado.

De igual modo alguém que entra em uma empresa onde já existem outros profissionais ocupando postos importantes, deve ascender através de meios corretos evidenciando seu valor para a empresa em vez de usar métodos escusos para solapar colegas e obter posições de destaque.

Também no meio familiar, aquele que tem mais conhecimento não impõe ao cônjuge ou aos filhos, suas posições senão que os conquista com o conhecimento e o coração.



 Escrito por Fernando às 15h05 [   ] [ envie esta mensagem ]




Corrupção

Basta abrimos as páginas dos jornais para termos notícias quase diariamente de casos de corrupção. A ela ninguém parece imune, existe em todas as atividades humanas. Empreiteiros que oferecem propinas sobrefaturando obras, advogados que mentem, sabendo que o fazem, para defendendo interesses escusos de seus clientes, receber régios honorários; médicos que prescrevem medicamentos desnecessários e até mesmo inadequados para contarem com “presentes” de laboratórios, como viagens de férias para ele e sua família, e outras regalias; engenheiros que recebem agrados similares ao especificarem determinados produtos ou serviços, comerciantes e industriais que alteram a qualidade de seus produtos, sem informar adequadamente o público colocando em risco os que deles se utilizam; etc. Parece infindável a relação de situações onde a corrupção está presente.

Onde tem origem a corrupção?

Estamos em uma cultura que incentiva o hábito do perdão. Que as faltas devem ser perdoadas e inclusive “que mais vale um pecador que se arrepende que cem justos que não se arrependeram”. Bem, aí está uma causa da corrupção. Ao não se ensinar o ser humano a forma de proceder corretamente, incentivou-se o uso do perdão que estimula a repetição do erro. Quando a cultura em que vivemos for capaz de formar seres conscientes de seus deveres frente a si mesmo e à humanidade, quando se ensinar os corretos procederes, o ser humano não mais será “perdoado” (como se alguém tivesse poderes para tal) e saberá qual é a forma de se conduzir corretamente e também saberá que caso cometa algum erro, somente poderá redimi-lo realizando um bem que corresponda em magnitude ao erro cometido.



 Escrito por Fernando às 19h27 [   ] [ envie esta mensagem ]




O projeto de lei de acesso à Internet

Tenho acompanhado pelos meios noticiosos os debates e sugestões com relação ao projeto de lei proposto pelo senador Eduardo Azeredo para disciplinar o acesso à Internet e coibir crimes através dessa rede. Penso que essa lei, como de resto todas as demais estabelecem deveres, responsabilidades e direitos visando oferecer segurança e benefícios à população em geral. Tudo está regido por leis, o mundo físico com as famosas Lei da Gravitação Universal, Leis de Mecânica; Leis da Aerodinâmica; Leis do Eletromagnetismo; etc. que regulam toda a vida universal em sua face física (a vida mineral, biológica tanto vegetal, animal quanto hominal, os sem-número de sistemas físicos responsáveis pelo equilíbrio do nosso planeta e do Cosmos) e o mundo metafísico com as diversas Leis Universais que regem e equilibram toda a Criação como a Lei de Evolução; a Lei de Correspondência; a Lei de Caridade; a Lei de Herança; a Lei do Afeto; a Lei do Tempo; a Lei do Silêncio; a Lei de Analogia;  a Lei do Movimento; etc. Tais Leis são expressam da vontade do Criador e o homem deve tratar de conhecê-las para bem cumprir os seus mandatos e não infringi-las.  No campo do Direito a humanidade estabeleceu leis, inspiradas nas leis universais citadas anteriormente, para organizar a vida entre todos e definir as responsabilidades pelos atos individuais.

Pelo que pude conhecer do projeto de lei em questão, pretende-se que cada cidadão, ao acessar à Internet identifique-se claramente a fim de se definir o responsável por aquela seção de utilização da rede. Penso que esse é um objetivo nobre e que, embora exija dos provedores mais trabalho e dificulte em parte o acesso à rede, todos ganhamos em segurança e no uso responsável desse tremendo recurso que é a Internet.

Penso que efetuar esse registro não é algo difícil, desde que cada cidadão que queira acessar tal rede cadastre-se junto a uma entidade nacional e receba uma senha que será solicitada pelo provedor quando for fazer uso da rede. Aqui quero fazer uma sugestão: Penso que para simples consulta à rede (download), sem envio de informações para a mesma (upload), não deve haver necessidade de um cadastramento. Porém, toda vez que o usuário quiser enviar informações para a rede, disponibilizando-a para outros usuários como no caso de blogs, sites de relacionamento; salas de bate-papo; e-mails, etc. , aí sim, será necessário uma senha que obrigue a quem está fazendo uso da rede a ser responsável pelo que disponibiliza para outros.

Penso que assim estaríamos facilitando as consultas (para as quais não se exigiria qualquer identificação) e evitando o anonimato da livre expressão do pensamento, como aliás, é um requisito constitucional.



 Escrito por Fernando às 18h34 [   ] [ envie esta mensagem ]






 

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Fernando, engenheiro, estudante de Logosofia, morador de Belo Horizonte, Minas Gerais.

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