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Por que há tantos escândalos de suborno e corrupção?
Ao abrir os jornais de hoje vejo que há mais um escândalo público: fraude em licitações feitas pelo Ministério da Saúde, para hemoderivados. A impressão é que não há como conter os subornos e a corrupção. Por que será que ocorre isso? O ser humano ainda não se deu conta que para desfrutar de um bem é preciso que tenha havido méritos reais para possuí-lo? Não há como ser feliz com algo se para alcançá-lo tivemos de lançar mão de meios escusos, prejudicar a outros, enfim, agir em detrimento material ou moral de terceiros. Muitos julgam que quando não há ninguém vendo, tudo pode ser feito. Ocorre que ao fazê-lo já alguém está vendo que é o próprio ser e a partir desse instante contrai-se uma dívida com a consciência individual. É preciso pois que o ser humano seja educado conscientemente, para que seus atos sejam regidos por esse grande árbitro de suas ações. Na consciência estão os conhecimentos que o ser possui e também seus grandes sentimentos. Ela é a que fará o ser insubornável. Educar a infância de forma que a educação chegue à consciência, é imperativo da hora atual. Haverá então menos escândalos, haverá mais sensatez e mais felicidade.
Escrito por Fernando às 19h34
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Fracassos no casamento
A propósito da entrevista das páginas amarelas que a edição de Veja deste domingo trouxe, enviei a seguinte carta à redação de Veja:
À Redação de Veja:
A professora Laura Kipnis ao analisar o crescente fracasso dos relacionamentos matrimoniais afirma que "talvez o problema não seja do indivíduo, mas da incapacidade do casamento em cumprir as promessas de felicidade". Ora, o casamento é formado exatamente pelos indivíduos que contraíram núpcias. Então o problema está nos contraentes e não em outra parte. Como ensina González Pecotche em seu livro "O Senhor de Sándara": "Sem uma preparação adequada estes acometem a mais delicada e por sua vez transcendental das empresas privadas, já que a instituição do matrimônio cria deveres e obrigações que sem estarem compreendidos em nenhum documento contratual, devem cumprir-se umas vezes em obediência a leis morais, outras vezes a leis ditadas pela própria consciência." Penso que tudo isso nos está dizendo bem claro que é o ser humano o que tem que se aperfeiçoar, não só para que a experiência do casamento seja melhor mas para que sendo ele melhor tudo o que faça seja melhor e tenhamos amanhã uma humanidade também melhor.
Escrito por Fernando às 22h36
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Reação de Lula ao NYT
A recente reação do Presidente Lula à reportagem do NYT sobre seu suposto consumo de álcool nos mostra que há que ter muito cuidado com as reações. Quando estudamos física, no ensino médio, tomamos contato com a Terceira Lei de Newton da Mecânica que nos diz que a toda ação corresponde uma reação igual e contrária. Com os estudos logosóficos, pude aprender que essa lei não existe apenas na Mecânica, mas é uma Lei Universal, ou seja atua no campo físico e no campo metafísico, em toda a Criação. Aprofundando em seu mecanismo a Logosofia nos mostra que a reação fortalece a ação. Isso podemos comprovar quando desferimos um soco contra o chão. A reação do chão fortalece a ação que aplicamos. Já se desferirmos um soco contra uma caixa de papelão sobre uma mesa, esta oferecerá uma reação quase nula e a ação também será pequena. Se o Presidente Lula ao tomar contato com a reportagem do NYT tivesse minimizado a importância do fato, deixando a cargo de algum assessor de escalões inferiores, a incumbência de desmentir o fato, considerado inverídico, já por agora, ninguém mais estaria lembrando do ocorrido. Ao reagir como o fez, o Presidente deu muita importância ao NYT e fortaleceu sua ação fazendo com que o assunto atingisse proeminência nacional e mundial e se mantivesse em destaque na mídia. Da próxima vez, Presidente, se não quiser fortalecer o opositor, evite as reações, sobretudo aquelas do temperamento.
Escrito por Fernando às 09h30
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Abolição da Escravidão
A data de hoje, 13 de maio, tem um significado especial para o Brasil. É o aniversário da Lei Áurea, que aboliu a escravidão no país, ou melhor dito, a escravidão física. Digo isso porque também existe a escravidão mental praticada por aqueles que querem manter sob seu controle aos que estão atados a seus dogmas, preconceitos e ideologias. É uma escravidão a que grande parte da humanidade está submetida pois ainda se mantém sob o efeito do narcótico das crenças. Porém, muitos já começam a acordar, a utilizar o bem mais precioso que Deus nos entregou, nossa mente, nossa inteligência, para que com ele lavremos nossa liberação, assinemos nossa Lei Áurea interior.
Segue abaixo um trecho do livro "O Senhor de Sándara", de Raumsol, a propósito do assunto:
"O homem não o é pelo que come, senão pelo que pensa. Se o inibimos de exercer essa função, se o pomos dentro de uma forma de ferro para impedi-lo de pensar, que consciência poderá alcançar de seu existir neste mundo? Se mais além lhe perguntássemos a esse mesmo homem o que fez de seu ser, de seu espírito, provavelmente, nos responderia: "Acreditei; tive fé". Fé em que?... Por acaso está vedado ao homem conhecer a verdade? Deus não pode havê-lo feito para semelhante absurdo; nem condená-lo a ser um ente vulgar, um ente que não pensa, um ente cujo espírito está submetido à escravidão de uma crença. Prova disso é o magnífico mecanismo psicológico com que o dotou, mediante o qual lhe permite conduzir-se independentemente. Cada ser humano está constituído por uma alma e um espírito. Além disso, cada um possui uma psicologia diferente, peculiar; quer dizer, uma psicologia individual. Por que então se insistiu durante séculos em torcer o rumo que a humanidade devia seguir, adormecendo a uns e a outros com crenças e equívocos? Ignorava-se, por acaso, que induzir o homem a que pense por ditados e a que sinta o que se lhe inculca implica transgredir as leis universais, que consideram delito tudo o que tende a favorecer a absorção do indivíduo pela massa? Ignorava-se que isso tende a fundi-lo nesse conjunto nômade que segue um rumo falso, porque o rumo verdadeiro só pode chegar a conhecê-lo o homem por si mesmo? Desprezar pejorativamente, ou pior ainda, execrar, como tantas vezes ocorreu, aos que fazem legítimo uso de sua razão para discernir o justo do injusto, a verdade da não verdade, é ofender a vontade de Deus, que instituiu essa faculdade para que o homem alcançasse a elevação mental, moral e espiritual que corresponde a sua condição de humano."
Convite:
Na próxima semana, 4a. feira, dia 19/05 a Fundação Raumsólica de Logosofia estará realizando mais uma palestra, para a qual estamos convidando aos simpatizantes deste blog. A palestra será às 20h, sobre o tema "Para ser alguém", a cargo do Prof. Maurício Filó.
Mais uma vez lembramos o endereço da Fundação Raumsólica: Rua Dona Leonídia Leite, 28 - Bairro Floresta - Belo Horizonte, próximo à Praça Negrão de Lima. Tel.: (031)3444-6280.
Escrito por Fernando às 14h58
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Idade e Aposentadoria
Faz uma semana que a colunista Anna Marina, do Estado de Minas, gentilmente publicou em sua coluna um material sobre Idade e Aposentadoria que lhe enviara. Várias pessoas que souberam posteriomente da publicação pediram que lhes mandasse o texto. Penso que nada melhor que deixá-lo aqui neste blog. Assim todos poderão se informar sobre as sugestões que são baseadas no pensamento de González Pecotche, autor da Logosofia. Aqui vai o texto em questão:
Prezada Ana Marina,
Sua coluna é, sem dúvida, um atrativo para quem lê o Estado de Minas, pela forma agradável com que a colunista expõe sua visão do mundo. Teria muitos aspectos a comentar sobre o material do último mês porém, quero deter-me em reflexões que surgem do relativo ao impedimento de sócios do MTC com mais de 59 anos participarem de certos eventos. Concordo com você quando diz que "a idade cronológica já não representa muita coisa nos dias que correm". De fato, com os avanços feitos pela humanidade em diversas áreas, é possível que cada um de nós desfrute da vida em sua plenitude por muito mais tempo que nossos antepassados. Apesar disso, os que atingem a marca dos 60 anos têm de enfrentar obstáculos de diversa ordem frutos de idéias anacrônicas. Um deles é o de que tal pessoa (o próprio termo idoso já trás embutido uma carga de preconceitos) não é apta para atividades produtivas, devendo contentar-se em desfrutar de uma "merecida aposentadoria" e ver a vida passar enquanto os mais novos assumem a direção do mundo. Essa tendência, que é generalizada no mundo, talvez venha daquele conto do "descanso eterno" onde se pretende que haja um momento que devamos descansar "eternamente". Ora, a vida é atividade, ação. Seria o mesmo que condenar um ser à morte oferecer-lhe um descanso eterno. Não há nada mais angustioso que deixar-se ficar prostrado, inerte. Mais de um amigo me relatou a angústia que lhe causavam as tardes de domingo, com o sol se pondo ao som de um locutor de rádio narrando uma partida de futebol. Quando me informo sobre os planos de aposentadoria que periodicamente são apresentados para solucionar o problema de caixa da Previdência não vejo a preocupação dos legisladores com esse problema: o de como manter ativos, participando e contribuindo para a nação, a esse contingente cada vez maior de inativos, que atuam como mera carga para os cofres públicos. A aposentadoria, da forma como é tratada atualmente (e isso não só no Brasil) precisa modificar e contemplar esse problema. Muitos se aposentam no momento em que mais produtivos poderiam estar pela experiência acumulada e pelas reflexões amadurecidas. Seria o momento de colaborarem mais eficazmente com o país. Os que já trabalharam durante muito tempo, o que querem, mais do que ficar inativos, é ter alguma garantia de rendimento e não ter que cumprir a mesma carga horária que cumpria quando no início de suas atividades profissionais. Isso poderia ser contemplado permitindo-se, após, por exemplo, 20 anos de serviço, uma gradual diminuição da jornada diária, diminuindo-se um ano a cada cinco, de forma que ao chegar aos 35 anos de serviço trabalhasse 4 horas e recebesse 4 como aposentadoria. Dessa forma o estado continuaria recebendo a contribuição previdenciária pelas 4 horas trabalhadas e o empregado receberia 4 de aposentadoria. Essa aposentadoria gradual teria várias vantagens, para o que a recebe, para a empresa, que diminui seus gastos e conta com um empregado experiente e às vezes estratégico, e para o Estado. Em primeiro lugar iria dando tempo para o aposentado criar uma nova atividade no horário que fosse ficando livre. Com isso, muitos ainda jovens, poderiam ir criando atividades importantes habilitando-o inclusive para gerar empregos em vez de ficar apenas atrelado a um. Manteria também seu círculo de amizades, utilizaria seus conhecimentos em vez de lançar-se no ócio pernicioso dos aposentados, e teria uma atividade que o faria sentir-se digno, como membro ativo da nação. Essa forma de aposentar-se, que poderia, inclusive, vir a ser optativa, poderia resolver diversos problemas, desde o de caixa da Previdência, até o de aproveitar o conhecimento dessas pessoas, que hoje são praticamente alijadas da vida ativa. O Brasil estaria dando também um exemplo do que se pode fazer, em vez de meramente copiarmos modelos, já caducos, do que se faz em outras partes do mundo.
Penso, que todos devemos aspirar que, até nosso último dia neste mundo, estejamos em plena atividade, lutando, pois "A luta é lei da vida" (Raumsol).
Cordialmente, do seu leitor,
Fernando F. Kelles
Escrito por Fernando às 12h37
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Abertura e Convite
A idéia de escrever este blog surgiu ao ver minha filha trabalhando com o "Vista da Cidade". Pensei: Essa é uma boa maneira de comunicar minha experiência a muitas pessoas. Sobretudo minha experiência com a Logosofia, ciência a que dedico o melhor do meu tempo e minhas energias.
No mundo atual, em que há tanta frieza nos relacionamentos, conceitos confusos, violência de todo tipo, surge a Logosofia, ciência criada em 1930, por Carlos Bernardo González Pecotche, também conhecido por Raumsol, onde em Córdoba, cidade mediterrânea da Argentina, criou em 11 de Agosto daquele ano, a primeira Escola de Logosofia. Essa ciência vem promovendo uma grande mudança no panorama humano ao começar por reformar o próprio ser humano, em sua mente e sensibilidade e despertar sua consciência. Seu método, inteiramente original, prescreve a realização de um Processo de Evolução Consciente, através do qual cada um vai galgando níveis cada vez maiores de consciência, eliminando seus defeitos e deficiências e conquistando qualidades que o transformam gradualmente. Como ensina Raumsol em um de seus primeiros axiomas, "Quem de vós quiser chegar a ser aquilo que não é, deverá principiar por não ser o que é."
Aos poucos irei fazendo comentários sobre os acontecimentos do momento, analisados sob a lupa logosófica. É bom deixar claro que os conceitos aqui vertidos, que não estejam entre aspas, são de minha responsabilidade, mesmo que sejam inspirados, no pensamento do criador da Logosofia. Já os conceitos de Raumsol, quando citados na íntegra, serão sempre postos entre aspas, para que não haja confusão quanto à paternidade de um e de outro.
Por agora, quero deixar aqui um convite para a palestra sobre o tema "Observação Ultracientífica" a ser proferida pela Dra. Ana Cândida Bracarense no dia 12/05 próximo às 20h, na sede da Fundação Raumsólica de Logosofia, à Rua Dona Leonídia Leite, 28, Bairro Floresta - BH.
Caso alguem queira se informar com mais detalhes sobre a palestra pode ligar para a Fundação Raumsólica, cujo telefone é 3444-6280.
Escrito por Fernando às 19h06
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