Consciência


Desarmamento Inteligente

Eu não tenho podido me dedicar muito a participar dos intercâmbios e debates sobre desarmamento. O que fiz foi criar uma comunidade no Orkut “Desarmamento Inteligente” que pode ser facilmente acessada em minha página (Fernando Kelles) desse programa.

Há uma tendência geral de se considerar que a paz é feita com posições débeis, com palavras macias e que não devamos enfrentar energicamente aos que de pensamento e de fato nos queiram ameaçar. Isso sempre foi muito conveniente para os ditadores e falsos pacifistas. Aquele monstro que dirigiu a Alemanha facista dizia não ser favorável à guerra e sim que os países como a França simplesmente cedessem a suas exigências. Tal a desfaçatez desses seres!

 Para os criminosos jamais interessou se a lei permite ou proíbe o que quer que seja. Aliás, eles preferem que proíba. Senão, verifique-se se algum bicheiro é favorável a que o jogo de bicho seja legalizado no país. Isso eles não querem pois teriam milhares de concorrentes legais para seu negócio, que deixaria de ser lucrativo. O mesmo ocorre com os perueiros e todos os que praticam conhecidas contravenções. Nos Estados Unidos a experiência da Lei Seca é lapidar. Basta irmos recolhendo exemplos como esses que concluiremos que não é uma lei proibindo a venda de armas e munições que diminuirá os crimes com armas no Brasil. Além do estímulo ao contrabando o cidadão honesto, o que não quer atuar em desacordo com a Lei, esse sim, se verá indefeso, exposto às armas dos malfeitores que nunca deixarão de usá-las e estarão agradecidos aos imbecis que propõe uma idéia tão descabelada. Esses são os mesmos que querem que os países se desarmem deixando de cuidar da defesa da Nação e expondo-a a toda sorte de pensamentos daninhos. Sim, sou favorável ao desarmamento, porém, ao verdadeiro desarmamento, o que começa na mente humana. Enquanto existirem seres com intenção assassina, com pensamentos de violência, temos o dever de nos armar para defender a nós mesmos e a nossas famílias, assim como os governantes conscientes têm o dever de armar o país para defendê-lo de ameaças e ataques que provenham daqueles que pretendem impor pela força seus pervertidos pensamentos.

 Alguém poderá alegar que as armas podem ser mal usadas por quem possua uma em sua casa. Sim, isso é verdade. Por isso há que tomar todos os cuidados. Não expô-las ao alcance de crianças e de quem quer que esteja em algum desequilíbrio emocional. Deve-se exigir um curso de tiro para quem queira ter um porte de arma, enfim há muitas medidas inteligentes que se podem tomar. Isso ocorre com muitas coisas na vida. Por exemplo, dirigir automóvel é algo extremamente perigoso. O automóvel pode ser mais daninho que uma arma de fogo. Porém não é porque existem motoristas ineptos e inconscientes, que devamos parar de comercializar os automóveis ou impedir que o homem de bem os adquira. Da mesma maneira, embora tardiamente, os Estados Unidos se convenceram de que não é porque existam bêbados que deviam parar de fabricar o vinho. Isso custou a perda de inúmeras vinhas naquele país, que até hoje não recuperou a posição que chegou a ocupar como produtor de vinho.

 Tenho lido e ouvido,  muitas reflexões interessantes sobre esse assunto. Por exemplo, o Brasil que possui vastas áreas rurais, com inúmeras fazendas, pretende que tais fazendeiros permaneçam desarmados em suas fazendas? Ou vai transformá-los todos, em foras-da-lei? Porque seria uma insensatez, um fazendeiro, em pleno sertão ignoto, permanecer lá desarmado, a mercê de feras sejam elas animais ou humanos.

Penso que a realidade será mais eloqüente que o referendo. Não importa qual seja o resultado do mesmo. A sensatez acabará por prevalecer nem que seja a custa de dor, sofrimento e perda de dinheiro.

 Fernando



 Escrito por Fernando às 10h15 [   ] [ envie esta mensagem ]






 

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Fernando, engenheiro, estudante de Logosofia, morador de Belo Horizonte, Minas Gerais.

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